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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Arcoirizada bolada com o Mengão

Como é doce o sabor da vitória...

Profecias

No ano passado, rolou pela internet direto a seguinte quadra de Nostradamus (a quadra é real, foi realmente Nostradamus quem a escreveu):

”Quando a ave humilhada que veio das proximidades das águas poluídas se mostrar feliz com a volta, a grande nave de cimento tremerá mais uma vez e a trombeta soará pela sexta vez”

Os sãopaulinos, apressadinhos, logo deram a seguinte interpretação:
“Ave humilhada que veio das águas poluídas”: galinha preta com sede ao lado do Tietê (Curíntia)
“Feliz com a volta”: retorno à 1ª divisão
“Grande nave de cimento tremerá mais uma vez”: estádio do Morumbi balança lotado
“A trombeta soará pela 6ª vez”: é a anunciação do hexa tricolor

Pobres diabos, mal sabiam que na verdade a profecia se confirmaria apenas no ano seguinte:
AVE HUMILHADA - URUBU
PROXIMIDADE DAS AGUAS POLUÍDAS - LAGOA RODRIGO DE FREITAS (GAVEA)
SE MOSTRAR FELIZ COM A VOLTA - VOLTA DE ADRIANO E PET
GRANDE NAVE DE CIMENTO TREMERÁ MAIS UMA VEZ - MARACANÃ TREPIDANDO NO DOMINGO
A TROMBETA SOARÁ PELA SEXTA VEZ - O HEXACAMPEONATO

Interpretação muito mais adequada, não acham?

Falando em profecias, quero aqui lembrar de um post que escrevi no dia 26 de outubro passado, chamado Visão sorridente do futuro. Cravei ali o título do Mengão, acertei três dos quatro classificados para a Libertadores e antevi que o Parmera nem Liberta pegava. Enquanto isso, uma semana depois, dia 04/11, quatro "especialistas" do Sportv - André Rizek, Bob Faria, Lédio Carmona e Maurício Saraiva - usando o "Simulador", previam o título ficando entre São Paulo (haha!), Palmeiras (hahahaha!), ou Atlético MG (hahahahahaha!). E o Mengão terminando ali pela 5a, 6a, posição. Coitadinhos. E eles ganham pra isso.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hexa

O time jogou mal pra caralho, fez a gente sofrer que nem filho-da-puta, mas a gente é hexa. Muito mais do que esses péla-saco que quase pipocaram hoje no Maraca, nós, da torcida, merecemos esse título.

domingo, 6 de dezembro de 2009

É hoje

Finalmente chegou o domingo.

Foi uma longa, quase interminável, semana para nós rubronegros. A ansiedade está nas nuvens, o piriri de rolar uma tragédia inimaginável nos assombra, mas o clima está claramente positivo e o hexa, desta vez, parece que vai rolar.

A Nação está em polvorosa. Tem um débil mental aqui na minha rua que está incontrolável. Desde domingo passado ele não dorme, pelo menos à noite. Ele fica perambulando pelo bairro berrando "Mengo!" e bradando cânticos de torcida. Ontem, ele fez isso de 01:30 às 05:00 da manhã, em intervalos intermitentes que variavam entre três e cinco minutos. Sei disso porque mal dormi, muito em função do poderio vocal do elemento. Difícil precisar porque ele ainda está vivo e aparentemente sem qualquer sequela física, como escoriações generalizadas, hematomas pelo corpo ou traumatismo craniano. O carioca é mesmo um povo muito pacífico.

Quis o destino que justo nesta tensa semana que antecede a decisão eu, no trabalho, também vivesse uma espécie de semana decisiva. Isso tornou meus dias muito mais estressantes do que já seriam; mas pelo menos me permitiu não pensar em Flamengo o tempo todo, o que seria realmente cansativo, até potencialmente perigoso, eu diria. A obsessão poderia me levar à delírios paranóicos, eu desenvolveria teorias conspiratórias que envolveriam os interesses do futebol paulista, malas de diversas cores, vudu, sequestro dos familiares do Adriano e do Pet, e toda sorte de intempéries que poderiam colocar obstáculos entre o Mengão e o tão sonhado hexa.
Qualquer contusão de um terceiro reserva que nunca foi nem escalado no banco já seria visto por mim como um mau agouro medonho. Tenderia a querer combatê-lo com forças ocultas; posso até ver um altar rubro-negro em meu quarto, cheio de velas acesas, frangos decapitados, farofa amarela, e um boneco vestido de Grêmio com um espeto de tricô fincado no peito.

Mas porque isso tudo, diria um racional interlocutor? O Flamengo é franco favorito; o adversário é fraco; vem combalido, sem 2/3 do time titular; sua motivação pela vitória é nenhuma, até pelas circunstâncias que envolvem seu inimigo natural. Para qualquer outro time, isso já seria razão de sobra para passarem na CBF, pegar a taça e levá-la protocolarmente para o campo de jogo. Mas estamos falando aqui de Flamengo. Flamengo é uma outra coisa. Tem outra dimensão. Não somos apenas um time carioca. Só nascemos aqui. Hoje, 114 anos depois, pertencemos ao mundo. Ninguém quer que o Flamengo seja campeão, senão nós, flamenguistas. O Grêmio acha que prefere o Fla campeão ao Inter, por motivos óbvios, até entrar em campo e ver a Magnética urrando nas arquibancadas, empurrando o time pra cima. Neste momento, ali dentro, tudo torna-se possível. A chance de calar aquela multidão, e por consequência metade do Brasil, e de assombrar o mundo com um resultado inesperado e improvável, pode ser tentador demais para os molambos que trouxeram do sul para cá para serem supostamente sacrificados. Além do mais, desnecessário lembrar a plêiade de fracassos retumbantes que o Maraca já presenciou, vários deles protagonizados justamente pelo rubronegro. Portanto, não se enganem, o sufoco pode acontecer, e o hexa vai ter que ser conquistado em cada metro quadrado daquele campo. A boa notícia é que o Fla, por incrível que pareça, parece estar a uma precavida e providencial distância física e mental do oba-oba; mantêm-se focado, sério, na mais tradicional humildade retórica.

Se vamos triunfar não sei. Impossível prever minha reação caso isso aconteça. Não posso emburacar numa comemoração descontrolada e etilicamente aditivada, tenho uma reunião importantíssima amanhã às dez - infortúnio pouco é bobagem, e, antes que alguém me pergunte, não, não dava para desmarcá-la. Talvez um caso de morte na família justificasse. Droga, porquê não pensei nisso antes? Hoje, assim, em cima da hora, onde vou encontrar alguém que provicencie isso pra mim? Bem, deixa pra lá, digressiono. O fato que terei que ser comedido, e não sei se terei forças para isso. Sou muito grande, e, Flamengo hexacampeão, meu corpo sofrerá uma descarga overdósica de hormônios superestimulantes que transformará em tarefa inglória e hercúlea qualquer tentativa de controlá-lo. Temo que ele adquirirá vida independente do meu cérebro, pelo menos da parte racional dele, e o destino primal será o Clipper, no Leblon. De lá para onde, só o tempo e as circunstâncias podem dizer.

Bem, consegui meu intento e consumi 50 minutos deste domingo com alguma atividade que não seja expelir ácido gástrico em meu estômago remoendo o porquê não deu 17 horas ainda.

Torçam por mim e pelo meu time. Pra cima deles, Mengão.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Stress alucinante

Alguém tem um destes pra me arrumar? Estou a fim de entrar num transe lisérgico psicodélico até às 17 horas de domingo. Só posso ter um ataque do coração DEPOIS do jogo terminado, e o negócio aqui tá brabo. Só em estado de torpor alucinógico para aguentar até lá.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Faltam 98 horas

O tempo se recusa a passar. A concentração está difícil. Em minha cabeça, apenas um pensamento, ecoando sem parar: "hexa, hexa, hexa...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sejam bem-vindos, irmãos do sul!

“Vamos, FLAGRÊMIO! Vamos ser campeão, vamos FLAGRÊMIO! Minha maior paixão, vamos, FLAGRÊMIO! E essa taça vamos conquistar!”.

Toda ajuda nesta hora é mais do que bem-vinda. Quem sou eu para recusar uma força destas?

domingo, 29 de novembro de 2009

Contagem regressiva

Esta vai ser uma loooonga semana...

sábado, 28 de novembro de 2009

Só falta eles fazerem gol contra

Retirado do site Globoesporte.com:

O amor de Ronaldo pelo Flamengo e a disputa pelo título entre o time carioca e o São Paulo já eram ingredientes suficientes para gerar questionamentos sobre a atuação do Corinthians na partida deste domingo entre as duas equipes. Mas após o treino deste sábado, o volante Jucilei colocou ainda mais lenha na fogueira. O jogador disse ser flamenguista desde criança, assim como outros atletas do clube e que, por ele, a taça de campeão brasileiro de 2009 vai parar na Gávea.
- Não sei se o Jorge Henrique é flamenguista também, mas acho que é. A gente torce desde pequeno, mas está no Corinthians e tem que jogar pelo Corinthians. Na minha opinião, acho que o Flamengo vai ser campeão. Estou torcendo para o Flamengo ganhar o título - assume.

Engrossam a lista de rubro-negros do Corinthians o atacante Souza e o goleiro Felipe. Com exceção do avançado, todos os outros devem ser titulares no jogo deste domingo.

- Eu tenho que jogar. O Corinthians que paga meu salário – resume Jucilei.

Metade do time do Curíntia está torcendo vergonhosa e declaradamente para o Fla ser campeão brasileiro. Com ou sem Adriano, ganhar amanhã é obrigação.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Desilusão

Cá estou na madruga em frente ao computador. Está claro que vai ser mais uma noite em claro. Não, a culpa não é do Flamengo. Deve haver uns três anos que não consigo dormir de domingo para segunda. Nem de segunda para terça. Jet lag de boêmio, fazer o quê. Mas vim aqui para falar do Mengão. Desperdiçou hoje uma chance de ser campeão? Sim. Tem chance ainda de ser campeão? Tem. Então é isso.

O mais estranho é que não estou puto. Nem triste. Estou resignado. Desiludido. E isso não é ruim. Desiludido é quem não tem mais ilusões. Mas pode perfeitamente ter esperanças. O Flamengo não está ungido para ser campeão. Muitos de nós gostam de acreditar nessa coisa de "Deixou chegar, fudeu". Eu mesmo caio nessa às vezes. Mas isso, infelizmente, não existe. Já vi inúmeras vezes meu Flamengo perder jogos decisivos em casa. Essa foi apenas mais uma.

Esse campeonato é realmente cruel. Os famigerados - pelo menos para mim - pontos corridos, são definidos pela maioria como o sistema mais justo. Justo my ass. Um campeonato que chega na reta final, e coloca frente à frente um postulante ao título, e outro sem nenhuma pretensão, um franco-atirador, para se enfrentarem, não tem nada de justo. É errado. Cada jogo é uma decisão, ouço por aí. É verdade. Mas que jogo na décima rodada do campeonato tem tanta responsabilidade como estes da reta final? Nenhum. Então não me venham com esta balela.

Vamos esclarecer de cara uma coisa. O Goiás jogou muito. E o Fla jogou pouco. Zero a zero foi barato. Bafejado pela sorte, o Fla poderia ter ganho. Mas, pelas chances criadas, mais provável que tivesse perdido. O calor atrapalhou o jogo para os dois times. O nervosismo e a ansiedade atrapalhou o jogo para o Flamengo. Goiás, relaxado, sem a menor responsabilidade a incomodá-lo, dominou as ações, ganhou a imensa maioria dos rebotes, fartou-se de perder gols, e bateu à vontade, com a complacência do juiz. O Fla nem forças para fazer faltas teve. Cansamos de ver o Goiás trocar passes, às vezes por minutos seguidos, sem ser admoestado por qualquer marcador rubronegro. Isso, num jogo de decisão, é mortal.

O Goiás pode encrespar o jogo contra o São Paulo lá no Serra Dourada? Perfeitamente. O Fla pode ganhar do Curíntia em Campinas? Com certeza. Então não é hora ainda de jogar a toalha. Mas vamos parar com essa baboseira de que o Fla é uma entidade superiora quando chega a hora da verdade. Não é. Este campeonato está regido pelo acaso. São Paulo, Flamengo, Inter e Palmeiras podem ser campeões, e não há matemático no planeta que possa antecipar o vencedor simplesmente fazendo contas, por mais complexas que elas venham a ser. O imponderável está aí, e é ele quem vai decidir este título. Tomara que o Flamengo seja o escolhido.

Saudações Rubro Negras, Deixou Chegar Fudeu é o Caralho.

P.S.: Neste momento está passando "Perdoa-me por me Traíres" no Canal Brasil. Nelson Rodrigues é uma belíssima opção para insones e desiludidos com seu time de futebol. Até amanhã.

domingo, 22 de novembro de 2009

A hora é essa

Caralho, a gente é foda. Simples assim.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Baile imperial

E não é que o Urubu abateu mais um animalzinho em seu próprio habitat natural? Pobre Timbu, que, fazendo juz ao nome de seu modesto estádio, saiu de campo ontem mais aflito do que nunca com a possibilidade de fazer companhia a seu conterrâneo Sport na Segundona, para desalento da brava e perseguida Fla Recife, que não terá a honra de ver O Mais Querido em sua terra natal ano que vem.

Em campo o que se viu foi a mais absoluta supremacia técnica, tática e moral do Rubronegro sobre o atarantado Náutico, do começo ao fim da partida. Também, o que poderia se esperar de um confronto onde de um lado encontra-se o diminuto Carlinhos Bala, e do outro o imponente Adriano Imperador? Se o esporte em questão não fosse futebol, e sim algum tipo de luta, jamais poderiam dividir um ringue, tamanho o massacre que certamente ocorreria. Mas como no futebol pode, restou aos coitados em branco e vermelho tentarem, inutilmente, parar nossa Força da Natureza, que ontem mostrou mais utilidades que aquela famosa palha de aço. Tudo que é permitido a um jogador de linha fazer o Adriano fez ontem: atacou, defendeu, marcou, deu carrinho, deu bicão na bola na área do Fla, fez gol, lançamentos, passes precisos, ufa! Em resumo, foi o amo e senhor do jogo, é artilheiro isolado do campeonato e pôs o Mengão na vice-liderança, no encalço do São Paulo, que mal deve ter dormido direito ontem, tal a quentura do bafo rubronegro que está em cima do seu afeminado cangote. Os dois gols da partida foram demonstrações inequívocas do futebol solidário, cerebral, e altamente eficiente que o Fla vem jogando. Soma-se a isso a fase iluminada de Pet e Adriano, a ressurreição de Bruno, Leo Moura e Zé Roberto (que ontem perdeu um gol inacreditável, mas ainda assim saiu no lucro), e o auxílio luxuosíssimo dos incansáveis soldados Angelim, Álvaro, Airton e Maldonado, e temos aí uma fórmula de time campeão.

Mais do que o direito, temos agora o dever de sonhar com este título. Domingo que vem, todo rubronegro que se preze, vivo ou morto, tem dois compromissos que nem falecimento na família justifica a ausência. Às 17 horas, uniremos corações e mentes com a família botafoguense, que, mais do que nunca, precisa de nossa ajuda em momento tão difícil. Devidamente aditivado pelo apoio extra de quarenta milhões de rubronegros, tenho certeza que o esquadrão alvinegro vai cumprir seu papel e destino, e vai despachar pro quintos dos infernos o tricolor bambipaulista. Aí, às 19:30h, caberá à nossa tropa solapar implacavelmente o já desinteressado Goiás, para assim assumir o topo da tabela, lugar de onde não sairemos mais até o fim desta longa jornada. Que venha o hexa.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Daqui a pouco o IBAMA vai reclamar!

A dieta riquíssima em proteína animal que o Urubu vem seguindo de outubro pra cá está ficando cada vez mais exótica. Primeiro, traçou o porco. Em seguida, um cachorro vira-lata. Depois, peixe. No último domingo, papou o galo. A próxima iguaria deste malvado Urubu é o simpático bichinho aí embaixo:

Esse ratinho feioso atende pelo nome de timbu. Só espero que ele não seja muito indigesto.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Legislando em causa própria

Estas camisas aí em cima estão sendo amplamente divulgadas - e já estão à venda - como as comemorativas do heptacampeonato brasileiro do São Paulo, o quarto consecutivo, o que é um feito realmente impressionante. Diante disso, cabe aqui uma pergunta a jogadores, comissão técnica, dirigentes e torcedores de quatro times, Vitória, Botafogo, Goiás, e Sport: vocês vão deixar isso acontecer?

Houve um tempo em que apontar um campeão antecipadamente, ou mesmo apenas dois ou três favoritos, era uma temeridade, um exercício vão de futurologia. Com o malfadado advento dos pontos corridos, o campeonato virou uma espécie de maratona onde pouquíssimos resistem até o fim, e as grandes brigas ficam mesmo em torno da busca pelo G4 e para fugir do rebaixamento.

O São Paulo, com seu monocórdio e modorrento futebolzinho sem graça e de resultados, sabe como ninguém correr esta maratona. E por isso mesmo ganha títulos atrás de títulos, sempre tomando pouquíssimos gols e vencendo por um a zero. Só que desta vez a distãncia que o separa dos outros é pequena. Um tropeço e podemos todos mandar o time da bambilândia procurar outra turma, junto com sua empáfia, arrogância e seu futebolzinho esdrúxulo.

Salvem o Campeonato Brasileiro do modelo europeu, onde todos os campeonatos são de um time só, no máximo de dois. Vitória, Botafogo, Goiás, e Sport, a bola está com vocês.

domingo, 8 de novembro de 2009

QI de campeão

Galera, como eu amo estar certo. Fla fez sua partida mais cerebral no campeonato, ganhou um jogo importantíssimo, e está na briga geral por G4, campeonato, melhor jogador, artilheiro e qual prêmio mais estejam distribuindo por aí. Quem me conhece sabe que sou um poço de cautela no que se refere a futebol. Mas estou sentindo um leve odor de 92 no ar. Quero aproveitar para parabenizar o Fluzículo pela incrível arrancada que vem fazendo. Mas não esqueçam de mandar flores e bombons para o Carlos Eugênio Simon, que ele merece.

Ô joguinho bão, sô!

Os galináceos mineiros estão em polvorosa com a contenda de logo mais. Não é para menos. Numa fila que já dura 38 anos, com direito a passagem pela Segundona, esta é uma chance única dos caras arrumarem alguma coisa em âmbito nacional. Mas, para desespero deles, terão pela frente seu grande algoz: o Mengão Destruidor de Sonhos, o Exterminador de Falsas Ilusões. A história deste jogo, um temido clássico para eles, uma partida comum para nós, nos é amplamente favorável quando trata-se de decidir alguma coisa. Quando um atleticano mirim faz alguma malcriação, sua mãe o ameaça dizendo que o malvado Zico vem pegá-lo. É o suficiente pro moleque se borrar todo nas calças e resolver ser um bom menino. Por isso BH é uma cidade tão bacana, com tão pouca criminalidade. A metade mais desassistida da população foi doutrinada levando Mengão no lombo.

Com isto não estou querendo dizer que o jogo de hoje será fácil, muito menos que está ganho. A história e a camisa contam, mas não são suficientes. A bola dos dois times, sinceramente, se equivalem. Talvez o Fla se destaque em valores individuais, pelo menos no nome. Mas no geral é pau a pau, tanto que estão tão próximos na tabela. Vai valer aqui é a têmpera. O sangue gelado. Balela que hoje é jogo pra quem tem coração. Na força e na raça, impulsionado pela massa que vai lotar o Mineirão, e que não se cala um minuto, a coisa vai mais pro Galo. O negócio hoje vai ter que ser resolvido no cérebro. Uma defesa sólida e sóbria, sem arroubos e estabanações, e contrataques mortíferos, certeiros, cirúrgicos, para ir matando a galinha aos poucos. Dá pra ganhar essa guerra hoje. Mas vai ter que ser mais general do que soldado.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Enfim G4!

Valeu, Arcoíris, pela força! O Mengão agradece!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Visão sorridente do futuro

Empolgado que estou com a campanha recente do Mengão no Brasileiro, pus-me a analisar cuidadosamente a tabela do campeonato. Utilizando-me de sofisticados métodos estatísticos e divinatórios, fiz uma projeção altamente imparcial para a classificação
final do campeonato. Ei-la:
Campeão: Mengão Fuderosão Hexa, com uma rodada de antecedência, 70 pontos!
Vice: Cruzeiro, 66 pontos
3o. colocado: Internacional, 65
Completando o G4: Atlético MG, 63
Fora da Libertadores, rárárá, em 5o.: São Paulo, 63, perdendo a vaga para o Galo no número de vitórias.
O atual líder Parmera chegará apenas em 6o., com módicos 61 pontos.
Quem viver verá!

DCF?

Antes de falar no jogo em si, e na avassaladora arrancada do Mengão rumo ao topo da tabela, quero abordar um tema um pouco mais amargo: a estupidez de quem comanda e regula o futebol. Pegaram um jogo que daria fácil 80 mil pagantes se realizado num estádio decente e o colocaram naquela birosca, sob argumentos fragilíssimos, tipo mando de campo, o Maracanã fechará ano que vem, blá, blá, blá. Não bastasse essa demonstração inequívoca de imbecilidade, as “otoridades” responsáveis pela segurança do espetáculo resolveram tocar o terror na galera, rasgando coisas insignificantes como a Constituição da República e o sagrado direito individual de ir e vir. Resultado: uma estrambólica situação onde o público pagante foi menor do que o presente. Ou seja, pessoas compraram ingressos e desistiram de ir, ou muitos tickets micaram na mão dos cambistas. Nas duas hipóteses, fica claro que a galera pipocou de ir ao jogão, e isso resultou no ridículo público de 22 mil testemunhas. Bem feito para estes amadores que parecem não gostar muito de dinheiro.
Outra questão que se faz mister comentar é a superioridade hegemônica do Mengão sobre seus adversários locais neste milênio. Faz-se toda uma mistificação dos clássicos regionais, que não existem favoritos, que qualquer resultado é normal. Mas na realidade o que invariavelmente acontece é o permanente esculacho rubro-negro sobre a mulambada arcoirisenta. As poucas vezes em que não ganhamos desta plebe acontecem simplesmente quando não precisamos muito da vitória. O Foguinho, por exemplo, não ganha do Mais Querido há uns duzentos e setenta e três jogos mais ou menos. E ontem, mesmo escandalosamente auxiliado pela arbitragem, mais uma vez teve que se curvar diante da maior força motriz do futebol carioca.
Do jogo em si, podemos dizer que o Fla jogou na conta do chá. Poderia ter demolido os chorafoguenses logo no primeiro tempo, mas, em sua infinita benevolência, deixou barato, muito pela incapacidade do Fierro em finalizar corretamente a jogada mais bonita realizada neste Brasileiro até agora. Bastou Adriano, nossa Divisão Panzer, atropelar impiedosamente três minúsculos zagueirinhos num único lance para a bola terminar no gol que determinou o resultado do jogo. No segundo tempo o Botafogo se esfalfou inutilmente tentando um injusto empate. Teve maior posse de bola, mas foi só isso. Penalizado com a crônica incompetência alvinegra em fazer gols, o salafrário do juizinho inventou um pênalti que só ele viu. Mas Lúcio Flávio, que de matador só tem o nome, mais uma vez esbarrou na parede Bruno, o carrasco-mor da cachorrada. Já são seis os pênaltis que o cara pega em cima destes infelizes deprimidos. O melhor do Fla em campo foi o garoto Fabrício, que viveu seu dia de Mozer. Não perdeu uma dividida, não errou um passe, não fez nenhuma falta desnecessária, e ainda se deu ao luxo de aplicar uma caneta desmoralizante num destes coitados desprovidos de cor na camisa que só não resultou em gol por um destes inexplicáveis caprichos do destino. Pena que os direitos federativos deste menino já estão todos retalhados entre Fla, empresários , credores e sabe-se lá mais quem. Daqui a pouco ele se esvai sem deixar vestígios nem nenhum caraminguá nos cofres da Gávea.
Esta rodada em que todo mundo que está lá em cima venceu (menos o generoso Parmera, que parece que virou o fio de vez) foi santa para o campeonato, que se configura no mais espetacular dos últimos anos. O Fla já emplacou sua maior série invicta na era dos pontos corridos, com dez jogos sem saber o que é perder. Ficou a três pontos do líder e a apenas um do tão almejado G4. Pega na quarta o Barueri sem seu maior craque, Pet, suspenso, mas se quer ser campeão, vai ter que ganhar lá mesmo, seja lá quem venha a substituir o gringo mais amado do Brasil.O Hexa nunca esteve tão perto. Os adversários já estão se borrando todos de medo pânico com a presença do Mengão fungando no cangote. Só acho que esta história de “deixou chegar, fudeu” é meio perigosa. O Fla está lá porque está jogando mais que os outros, e porque tem time pra isso. Se deixar-se convencer que vai ganhar porque é ungido pelos deuses do futebol, vai cair do cavalo. Tratem de continuar correndo, babando na gravata, partindo pra cima dos adversários e os derrubando de forma contundente e ameaçadora, que a recompensa virá ao final. Não vejo o que possa tirar esta taça da gente se o time continuar jogando o que vem jogando. Como diria um chefe que tive, agora é foco, garra, brilho nos olhos e gosto de sangue na boca. Pra cima deles, Mengão.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O couro vai comer!

Eletrizante fim de semana no Brasileirão. Quem sairá mais vivo na briga pelo título?