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terça-feira, 20 de abril de 2010

Justiça seja feita

Brincadeirinha muito bem feitinha que está rolando na internet dando uma alfinetada no arco-íris, que insiste em negar o óbvio e inquestionável título rubro-negro no Brasileiro de 1987, e, por conseguinte, nosso hexacampeonato nacional. Cliquem na imagem para ler melhor:


Parabéns aos merecidos campeões cariocas de 2010. Foguinho fez juz ao título e deve comemorar muito. Até porque, de agora até o fim do ano, é só ladeira abaixo. O fantasma do rebaixamento que adora assombrar a região de General Severiano está doido para retomar seus trabalhos.
Fonte: @urublog

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Doce rotina

Alguém aí conhece algum historiador que me recorde qual a última vez que o Vasco ganhou do Flamengo algum jogo que valesse vaga, título, troféu, ou algo do gênero? Daqui a pouco somente arqueólogos do esporte poderão responder a esta pergunta. E olha que o Fla anda com uma preguiça incrível de jogar bola. Adriano deve ter assinado contrato com as Havaianas, há dias ele resolveu dar férias a seus pés e não há quem o faça voltar a campo. Com um meio campo coalhado de volantes e Bruno Mezenga substituindo o Imperador, o Mengão assistiu ao Asco da Gama perambular pelo campo quase que os noventa minutos. Posse de bola essa pouquíssimo traduzida em qualquer efeito prático. Como o Vagner Love joga pra gente, deu Fla. Os viceínos, sempre invejosos dos chororenses, que lhes roubaram o título de vice oficial da cidade, esguicham lágrimas pelo pênalti não marcado feito pelo Williams. A questão única que cabe aqui é: se o juiz tivesse marcado a penalidade, quem a bateria para o Bruno pegar? Bocejo ao ler os prantos cruzmaltinos. Se querem voltar a ganhar algum título, que pensem seriamente em retornar à Segundona ano que vem.

Teremos agora uma final de um ou três jogos contra o Chorafogo, que, diga-se de passagem, é o grande favorito ao título. Porquê? Então vejamos:

- Tem três chances de ser campeão. O Fla só duas, já que não pode desperdiçar a primeira;
- O Fla está batalhando em duas frentes, sendo que na Libertadores vive um momento de vida ou morte, com uma partida decisiva no Chile na quarta-feira próxima. O Botafogo, devido a façanha de ter sido eliminado da Copa do Brasil em casa por um time da quarta divisão, tem nessa série de jogos sua última chance de ser campeão no ano;
- O Fla levou as três últimas. É estatisticamente improvável que ganhe uma quarta consecutiva, até porque isso nos daria um inédito tetracampeonato, que já deixamos escapar por cinco vezes.

A favor, temos dois fatos: o time do Fla é melhor que o do Botafogo, indiscutivelmente. E os chororenses, cachorros escaldados de outros fracassos, se pelam de medo do Mengão Fuderosão, fato esse também incontestável. Portanto podem muito bem, como já o fizeram em outras partidas, tremer feito vara alvinegra, colar as placas, e deixarem seu favoritismo escorrer como fezes líquidas pelas fraldas plásticas que certamente precisarão usar quando entrarem em campo no próximo domingo.

Não estou muito otimista, mas temos chances. Pra cima deles, Flamengo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Império do Primor

Em tempos de futebol show e retumbantes goleadas realizadas pela equipe do Santos e seus Meninos da Vila, é interessantíssimo assistir às atuações minimalistas da dupla Império do Amor. Enquanto os moleques da praia paulista se esfalfam em firulas, dribles desconcertantes, jogadas de alta plasticidade visual e num volume de jogo, de ataques e de gols que impressionam, a dupla Love e Adriano é cirúrgica, cerebral, quase cruel. Se fôssem músicos, os garotos do Santos seriam o Ney Matogrosso; a dupla do Fla, João Gilberto. Ambos geniais, cada qual em seu estilo. Depois de serem trucidados pela imprensa esportiva, policial e de celebridades por questões de foro exclusivamente pessoal, a poderosa frente rubronegra parece inteiramente desinteressada em dar espetáculo, ou em fazer carretos de gols. Tudo o que ela pretende, e o realiza com uma simplicidade e pragmatismo que só os extra-classe conseguem, é ganhar do adversário da maneira mas prática e eficiente possível, sem qualquer dispêndio desnecessário de energia. Faz gols bonitos, sim, como o segundo de ontem contra o Tigres. Mas apenas porque é absolutamente necessário que assim o seja, senão a bola não entraria. E as comemorações? Nem parece que acabaram de marcar um gol; parece que bateram sua cota de vendas. Sobriedade e discrição é o lema deles, pelo menos dentro das quatro linhas. E esse tipo de comportamento em campo parece estar funcionando muito bem, obrigado. São vinte um gols só no Campeonato Carioca, onze de Love, dez de Adriano, os dois disputando o topo da tabela de artilharia. Pena que o Império do Amor tem data de validade, de junho não passa. Aproveite-mos, pois, estes breves momentos de rara eficiência na arte de colocar a bola dentro das redes.