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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Menos de 40 horas de férias

Tira a gravata que eu não uso e põe mais barriga nesse cara que a ilustração acima define bem o que foram minhas férias. Espera aí. Senti falta também do controle remoto.

Farei um breve resumo deste período até o momento:

Filmes em DVD: 8
Filmes no cinema: 2
Livros: 1/2
Revistas: 6
Garrafas de cerveja: quando o computador da Nasa acabar o processamento aviso a vocês
Garrafas de uísque: 5
Garrafas de vodka: Esqueci
Refeições saudáveis: zero
Sexo: quantidade, boa, qualidade, ótima
Drogas: menos que o suficiente
Rock'n'roll: todo dia
Fatos relevantes: Avatar e HD TV
Pontos negativos: o calor filho-da-puta, a falta de futebol e a quebra do meu Blackberry (snif)

Nota final: 7,8

Prometo melhorar da próxima vez.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Férias: antepenúltimo dia

Eu sei que tudo que é bom dura pouco, mas assim também é ridículo. Mal iniciei o processo de descompressão do trabalho e já está quase na hora de voltar. Assim, no ocaso de meu merecido descanso, resolvi fazer alguma coisa interessante da minha segunda-feira. "Sherlock Holmes" me pareceu boa opção.

Saí de casa um pouco mais cedo para dar tempo de tomar o protocolar chopp no Belmonte antes de entrar no cinema. Já na pista para pegar o táxi, vi que esqueci de colocar o relógio. Olhei para a imensa calçada que me separava do meu prédio, pensei no elevador que teria que esperar chegar, no corredor até a porta, no longo caminho até o quarto, etc, e tudo isso me deu uma preguiça enorrrrme de voltar em casa. Tomei todo este processo como um sinal dos céus de que deveria comprar um relógio novo, imediatamente. Sim, este é exatamente o tipo de desprezo e descaso que tenho com meu parco dinheirinho. Decidi, então, ir caminhando até o cinema - uns doze quarteirões num escaldante sol de 35 graus, não sei onde estava com a cabeça - e dar uma olhada nas lojas para ver se achava um reloginho com a minha cara. Descobri uma coisa interessante. Sapatos fazem muito mais sucesso que relógios. No caminho me deparei com umas 73 lojas de sapatos, a maioria coalhada de consumidores ávidos a utilizar seu cartão de crédito. Lojas que vendem relógios, se encontrei cinco foi muito. E com uma preocupante presença de teias de aranha nas vitrines. Percebi claramente que em Copacabana ninguém mais está interessado em ver as horas. Ou pelo menos em ver as horas com o mínimo de estilo.

Toda esta busca vã pelo meu mais novo símbolo de status e consumismo me fez chegar "apenas" meia hora antes na bilheteria do cinema. Digo apenas porque ir ao cinema hoje em dia deixou de ser um processo simples como era antigamente. Algumas coisas contribuíram decisivamente para isso. Em especial esse ridículo procedimento de lugares marcados para sentar. Uma das coisas mais saudáveis e emocionantes de ir ao cinema era descobrir onde sentar. E depois mudar de lugar na hora em que bem quisesse se alguém muito espaçoso, chato, malcheiroso ou criança sentasse a seu lado. Pois isso tudo acabou. A gente tem que escolher com antecedência onde vai sentar. Isso elevou a categoria da fila do cinema ao mesmo patamar de bancos e agências do INSS. O processo de decidir onde sentar pode parecer simples a você, homem, classe média, nivel sócio-cultural mediano, razoavelmente bem alimentado na infância. Mas se você é uma mulher, classe média alta, com mais de sessenta anos, decidir onde sentar é tão difícil e merecedor de ponderação quanto escolher o cirurgião plástico de sua próxima lipoaspiração. E assim, filas do cinema andam na inversa proporção da quantidade de velhinhas endinheiradas nela contidas. O fato é que, contando a fila para comprar ingresso e a fila para comprar um refrigerante - velhinhas comprando e tentando carregar combos de refri e pipoca merecem um capítulo à parte, tratarei deste hilário momento circense em outra ocasião - entrei na sala em cima da hora da sessão. Fui contemplado com duas agradáveis companhias femininas dos dois lados. Simpáticas, silenciosas, e de gestos contidos. O melhor tipo de vizinho de cadeira. Com este talento, deviam alugar sua companhia para caras pentelhos como eu poderem ir ao cinema com uma garantia mínima de qualidade. Iam ganhar um troco.

E "Sherlock"? Mal 2010 começou e já ganhamos um forte candidato a melhor filme do ano. Mas e Avatar, perguntaria você, leitor atento do meu blog que lembrou que babei neste filme alguns post abaixo? Eu só o vi em 2010, mas Avatar tecnicamente é de 2009. Então não conta. O "Sherlock" do ex-marido da Madonna, Guy Ritchie, é ótimo. Eletrizante, divertido, e muito bem feito, me lembrou muito os filmes da série "Máquina Mortífera", repetido a clássica fórmula da dupla de detetives diferentes que se completam. Downey Jr e Law estão perfeitos em seus papéis, e a química entre os dois é tão forte que beira o homossexualismo. Ambos têm um interesse romântico no filme, mas a ligação entre os dois deixam as meninas em claro segundo plano. Um vilão bacana e uma história que mistura magia e corrupção completam o competente quadro. E a presença camuflada, depois estratégica e despretensiosamente relevada, do arquinimigo histórico de Holmes nos livros, o Professor Moriarty, quase nos garante uma continuação. Ainda bem. Nasce uma nova franquia de sucesso.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Dia 3 - Avatar

Este álbum aí em cima, "Yessongs", foi um dos meus favoritos na adolescência. Sempre me referi a ele como "um baseado sonoro". Escutá-lo para mim era o equivalente a fumar um senhor beck. Fumar um, escutando-o, essa, então, era uma experiência quase transcedental. O tempo passou, o rock progressivo tornou-se apenas uma referência musical arqueológica. Ontem vi Avatar, em 3D. Senti-me ouvindo "Yessongs" novamente. E não falo somente de uma sensação "espiritual". As referências visuais de Avatar remetem diretamente aos trabalhos de Roger Dean, artista viajandão que desenhava as psicodélicas capas do Yes, tipo as da composição apresentada acima (capa, contracapa, e ilustrações internas deste memorável album triplo). Não sei se James Cameron é um fã do Yes. Talvez Roger Dean tenha até participado da concepção visual do filme, o cara está por aí, vivão, pelo que me conste. Se não participou, devia pensar seriamente em morder um capilé do Jim Cameron, acho difícil que esta identificação de estilos tenha sido mera coincidência.
Falando agora especificamente de Avatar. É, definitivamente, um trabalho de James Cameron. Impressionante, grandioso, visualmente belíssimo. Como cinema, avaliando roteiro, direção, atuações, estes "meros" detalhes que compõem um filme, dou nota 8 pra ele. É um bom filme. Como experiência cinematográfica, dou 10, com louvor e menção honrosa. Avatar é espantoso. Inacreditável. Inesquecível. É um marco na história do cinema no que diz respeito a efeitos visuais. Esta nova tecnologia 3D é espetacular. Fiquei assombrado em várias cenas. Num dado momento, parecia que as brasas e as cinzas do fogo que crepitava na tela estavam à minha volta, e se eu estendesse as mãos poderia senti-las. O universo "rogerdeaneano" criado por Cameron é tão crível e maravilhoso que se ele colocasse a venda pacotes de viagem para conhecer Pandora um monte de trouxa ia cair nessa.
Um amigo meu havia me aconselhado a, antes de ver Avatar, fumar unzinho (ou melhor, unzão). Pena que não segui tão sábio aviso. Teria sido uma viagem muito mais louca, realmente. Acho até que vou fazer isso, e levar o IPod carregado de "Yessongs". Meu avatar vai flutuar na cadeira do cinema.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Férias: Day 2

A NET demorou três horas e meia para instalar a porra da HD aqui em casa. Fiquei muito puto, toda a boa impressão que me causaram no pronto atendimento do sábado foi pro cacete. Mas que a HD é foda de maneira é, em especial o Multishow (relevo o show do Barry Manilow que eles programaram ontem em um dado momento). Lá pelo meio da tarde, um fato extremamente desagradável - meu BlackBerrry sofreu algum tipo de doença degenerativa. Ele vive, parece consciente, mas não é capaz de realizar nenhum movimento. Eu recebo ligações, e-mails e mensagens, mas não consigo acessá-las. Eu vejo ele tocando, apitando, clamando por minha atenção, e não posso fazer nada. É tudo muito triste, em especial tendo em vista o nível de envolvimento emocional que alcancei nos últimos meses em que convivi com este aparelhinho. Com muito pesar coloquei-o em estado de coma induzido, e hoje mesmo irei encaminhá-lo para tratamento em São Paulo. A SIMM, fabricante do viciante bichinho, por telefone, me garantiu entregá-lo de volta em ótimas condições de saúde em breve. A conferir. No fim do dia, para diminuir as tensões, fumei uma carteira inteira de cubanitos Partagas com dois bons amigos e um punhado de brejas honestamente geladas. Emoções demais para um segundo dia em que deveria estar em profundo estado de relaxamento. Fica pra hoje, quem sabe. Neste momento, assisto a ótima bandinha curitibana Copacabana Club e sua ultrafofa vocalista Caca V dando uma bela canja no programa Experimente, do Globosat HD. A vida sabe ser bela quando quer.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Férias: Primeiro dia

Me fodi hoje a tarde inteira montando esse troço aí da foto. Funcionou, mas tô podraço. Se tivesse no trabalho, estaria menos cansado e estressado. Amanhã pretendo coçar o saco até ele ficar inflamado.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Resolução de ano novo

Finalmente superado o natal, que deu-se longe de ser excruciante como inicialmente eu imaginava, chegou a hora de curtir a passagem de ano, essa sim, uma data que me agrada. Esta agora, em especial, pois vai marcar o início de um curto mas extremamente necessário período de férias. Minha atividade principal nestes breves 13 dias será coçar o saco, literal e metaforicamente falando. Mas como só preciso de uma das mãos para fazer isto, posso eventualmente usar a outra para realizar alguma coisa mais construtiva.

Estou em forte débito comigo mesmo. Pretendo quitá-lo nestes dias de ócio. Possuo débito com outras pessoas e entidades também, mas estas vão ter que esperar mais um pouco. No momento, a questão mais urgente é esta:

Tem dez livros aí. Aproximadamente 3000 páginas, avaliadas em cerca de 450 reais. Todos eles encontram-se confortavelmente instalados em minha prateleira. Alguns em absoluto descanso desde sua chegada. Sete deles já foram levemente incomodados, mas nada que deixasse qualquer sinal aparente de uso. Estou envergonhado com esta situação. Olho para eles todos os dias e não consigo disfarçar meu embaraço. Fico imaginando o que não falam de mim quando viro as costas. Poderia colocar a culpa nas excelentes atrações disponíveis em meu vasto repertório de canais de tevê a cabo, mas, no fim das contas, quem exerce a opção de escolha entre a estante e o controle remoto sou eu. Resolvi, então, aproveitar o máximo deste tempo reduzindo ao mínimo este deficit intelectual. Vou precisar de muita disciplina. As tentações estão aí, à minha volta. A tevê e o boteco exercem sobre mim um fascínio difícil de resistir. Terei que provar nestas férias que sou um homem, não um rato. Só um fraco é incapaz de atingir seus objetivos. Se não tirar pelo menos seis destes livros desta lista, declaro-me publicamente um fracassado, e, como punição, impigirei-me um autoflagelo cruel: ver no mínimo uma hora diária de tevê aberta durante uma semana. Não contarão como programas válidos telejornais, filmes, seriados ou qualquer coisa relacionada a esporte. A possibilidade de ter que assistir o programa da Luciana Gimenez ou a novela das nove me parece um incentivo mais que suficiente para que eu cumpra minha tarefa. Desejem-me sorte.