Aproveitem que caiu numa SEXta-feira e tenham vários! Bom fim de semana!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Sem empolgação
Ok, o Flamengo cumpriu sua molecular e estatutária obrigação e espancou as galinhas mineiras dentro do Maraca. Nada de mais, nem de surpreendente. No primeiro tempo o Fla fez um bom jogo. A bobeada da zaga no prematuro e único gol atleticano - em especial do nosso operário padrão Angelim - foi imperdoável, poderia ter complicado muito as coisas se o adversário fosse um time mais apresentável. Dali até o fim dos primeiros 45' o que se viu foi o urubu-rei rubronegro esmagando impiedosamente uma medrosa galinha alvipreta. Um verdadeiro massacre que poderia ter resultado em sequelas irrecuperáveis neste timeco que é um de nossos fregueses mais diletos e constantes.
Veio o segundo tempo. O gol de raça e categoria de Everton, em sua melhor jornada desde que aportou na Gávea, e que contou com o auxílio luxuoso do Adriano, fecharam o caixão galináceo. Daí em diante, o bondoso Flamengo, sucumbindo mais uma vez à sua índole generosa, à sua alma piedosa, filantropicamente abdicou de humilhar publicamente seu adversário, e o deixou perambular em campo, gastando o tempo, até o fim do jogo. Os mineiros sem título estavam esfacelados, com jogadores contundidos se arrastando em campo sem poder sair do jogo pois já haviam estourado o número de substituições. Ainda assim conseguiram incomodar, tal a placidez e benevolência que o Mengo apresentava. Até penalti não marcado no Tardelli rolou. Fiquei irritado com esta falta de fúria assassina em nossos atletas, e fui dormir meio de mau humor. Afinal, saldo de gols é importante neste campeonato: se ficarmos de fora da Liberta por um ou dois gols vamos lembrar cheios de arrependimento deste jogo em que poderíamos ter enfiado uma pemba histórica, mas preferimos "administrar" o resultado.
Que venha agora o Timbu pernambucano. Menos de quatro já sabem que o couro vai comer solto aqui na segunda.
P.S.: Efetivem Andrade!
Veio o segundo tempo. O gol de raça e categoria de Everton, em sua melhor jornada desde que aportou na Gávea, e que contou com o auxílio luxuoso do Adriano, fecharam o caixão galináceo. Daí em diante, o bondoso Flamengo, sucumbindo mais uma vez à sua índole generosa, à sua alma piedosa, filantropicamente abdicou de humilhar publicamente seu adversário, e o deixou perambular em campo, gastando o tempo, até o fim do jogo. Os mineiros sem título estavam esfacelados, com jogadores contundidos se arrastando em campo sem poder sair do jogo pois já haviam estourado o número de substituições. Ainda assim conseguiram incomodar, tal a placidez e benevolência que o Mengo apresentava. Até penalti não marcado no Tardelli rolou. Fiquei irritado com esta falta de fúria assassina em nossos atletas, e fui dormir meio de mau humor. Afinal, saldo de gols é importante neste campeonato: se ficarmos de fora da Liberta por um ou dois gols vamos lembrar cheios de arrependimento deste jogo em que poderíamos ter enfiado uma pemba histórica, mas preferimos "administrar" o resultado.
Que venha agora o Timbu pernambucano. Menos de quatro já sabem que o couro vai comer solto aqui na segunda.
P.S.: Efetivem Andrade!
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Os rotos e o esfarrapado
Sinopse de imprensa: 70% do Conselho de Ética tem ficha com problemas
30/07 - 05:42 - Portal IG - Último Segundo
Pelo menos 70% dos membros do Conselho de Ética, responsável por julgar o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), são alvos de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), réus em ações penais e/ou envolvimento com nepotismo e atos secretos nos últimos anos.
Tem como algum senador ser punido por esse "Conselho de Ética"? Claro que não. Está mais que óbvio que ali o caroço vai ser mantido quietinho dentro do angu. Alôu, Ministério Público, é contigo mesmo.Vamos trabalhar um pouquinho?
30/07 - 05:42 - Portal IG - Último Segundo
Pelo menos 70% dos membros do Conselho de Ética, responsável por julgar o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), são alvos de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), réus em ações penais e/ou envolvimento com nepotismo e atos secretos nos últimos anos.
Tem como algum senador ser punido por esse "Conselho de Ética"? Claro que não. Está mais que óbvio que ali o caroço vai ser mantido quietinho dentro do angu. Alôu, Ministério Público, é contigo mesmo.Vamos trabalhar um pouquinho?
Apelo à razão
Globo On Line, 30 de julho de 2009, 02h40m
Verbas da Eletrobrás foram parar nas contas de empresas da família Sarney
O Instituto Mirante, ONG presidida por Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e alvo de investigações da Polícia Federal (PF), recebeu R$ 220 mil da Eletrobrás para financiar projetos culturais no Maranhão, com base na Lei Rouanet, mas R$ 116 mil foram parar em contas de empresas ligadas à família Sarney, informa reportagem de Bernardo Mello Franco publicada na edição desta quinta-feira no GLOBO.
Ilmo. Sr. José Sarney:
O senhor não cansa não? Há meses que todo santo dia pipoca um escândalo diferente envolvendo o senhor ou membros de sua famiglia. Sei que é difícil abdicar do poder depois de tantos anos se locupletando, mas será que já não é a hora de sair debaixo dos holofotes? Os cofres públicos já deram o que tinham que dar para o senhor. Sua famiglia já amealhou dinheiro para as próximas cinco gerações. O senhor já tem um estado inteiro da federação para chamar de seu, o Maranhão. Para quê isso tudo? Poupe-se e ao Brasil da sua incômoda presença na presidência do Senado e nas páginas policiais dos principais jornais do país. Pede, por obséquio, para cagar, e sai de fininho. Vai ser melhor para o senhor e para todos nós.
Verbas da Eletrobrás foram parar nas contas de empresas da família Sarney
O Instituto Mirante, ONG presidida por Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e alvo de investigações da Polícia Federal (PF), recebeu R$ 220 mil da Eletrobrás para financiar projetos culturais no Maranhão, com base na Lei Rouanet, mas R$ 116 mil foram parar em contas de empresas ligadas à família Sarney, informa reportagem de Bernardo Mello Franco publicada na edição desta quinta-feira no GLOBO.
Ilmo. Sr. José Sarney:
O senhor não cansa não? Há meses que todo santo dia pipoca um escândalo diferente envolvendo o senhor ou membros de sua famiglia. Sei que é difícil abdicar do poder depois de tantos anos se locupletando, mas será que já não é a hora de sair debaixo dos holofotes? Os cofres públicos já deram o que tinham que dar para o senhor. Sua famiglia já amealhou dinheiro para as próximas cinco gerações. O senhor já tem um estado inteiro da federação para chamar de seu, o Maranhão. Para quê isso tudo? Poupe-se e ao Brasil da sua incômoda presença na presidência do Senado e nas páginas policiais dos principais jornais do país. Pede, por obséquio, para cagar, e sai de fininho. Vai ser melhor para o senhor e para todos nós.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Assim na vida como no cinema
Compradora compulsiva é achada morta sob pilha de roupasUm inquérito na Grã-Bretanha revelou que uma idosa de 77 anos que era compradora compulsiva foi encontrada morta coberta por uma pilha de roupas e outras compras em sua casa.
Isso é Becky Bloom elevado às últimas consequências. Vocês conhecem a Becky Bloom? No cinema, é interpretada pela fofíssima Isla Fisher, essa ruiva bonitinha da foto ao lado. Becky é uma fashion victim shopaholic praticamente irrecuperável. Sua vida é um caos, ela está endividada até a medula, e como toda viciada, mente compulsivamente para tudo, para todos e para si mesma. Mas também é encantadora, e muito engraçada. A personagem foi criada, de forma meio autobiográfica, pela escritora Sophie Kinsella, cujo livro tornou-se um best seller. O filminho acaba de ser lançado em DVD, é muito simpático, uma comédia romântica razoavelmente acima da média, e vale tranquilamente a locação e a hora e meia investida à frente da tevê. Surpreenda sua patroa levando este filme de menina pra casa. Você não vai se arrepender. E corre o risco dela ficar tão impressionada que vai pensar duas vezes antes de sair por aí detonando irresponsavelmente o cartão de crédito.
Baixa estima
O Flamengo é, inegavelmente, o clube de maior expressão do Brasil. Não é o melhor, não é o mais rico, nem o que tem mais títulos. Mas é o de maior torcida, o que dá mais mídia, o mais conhecido no exterior. Por isso não entendo a falta de amor próprio dos dirigentes do Flamengo. Trabalhar no Flamengo deveria ser algo quase inatingível, concorridíssimo, tipo assim como conseguir comer a Megan Fox. Coisa para poucos e bons. Mas os responsáveis pelo Fla o tratam como se fosse a Rita Cadillac. A todo momento se expõem ao ridículo, ao escárnio, se envolvendo com pessoas de baixíssimo nível, desmerecedoras de sequer respirar o oxigênio que circula na Gávea. Vejam agora, estas especulações sobre contratações de treinadores. Ficam oferecendo o cargo a qualquer desclassificado que aparece. Aí se sujeitam a assistir, envergonhados, a um Geninho - o que é Geninho, for christ sake - convocar uma coletiva de imprensa para tirar onda, dizer que recebeu um convite do Flamengo, mas que prefere ficar no Náutico - sim, é isso que vocês leram, no Náutico - porque, segundo ele, o Flamengo não tem condições de pagá-lo, e muito menos em dia (não que isso seja mentira). Um sujeitinho medíocre destes só se arvora a cometer uma desfaçatez destas porque quem manda na Gávea não se dá ao respeito.
Espero pelo menos que isso sirva de lição para estes energúmenos que formam a cúpula rubropreta. Tenham mais critério na hora de selecionar que tipo de gente vocês pretendem chamar para trabalhar no clube. Dêem-se o devido valor, por favor. E larguem desta pôrra de ficar tentando trazer treinador caipira formado em algum recôndito rincão no interior de São Paulo ou outras localidades sertanejas. Esses caras não entendem o Flamengo, nunca vão dar certo no Flamengo, e, acima de tudo, não merecem entrar no Flamengo nem para conhecer a sede, quanto mais para trabalhar lá.
Espero pelo menos que isso sirva de lição para estes energúmenos que formam a cúpula rubropreta. Tenham mais critério na hora de selecionar que tipo de gente vocês pretendem chamar para trabalhar no clube. Dêem-se o devido valor, por favor. E larguem desta pôrra de ficar tentando trazer treinador caipira formado em algum recôndito rincão no interior de São Paulo ou outras localidades sertanejas. Esses caras não entendem o Flamengo, nunca vão dar certo no Flamengo, e, acima de tudo, não merecem entrar no Flamengo nem para conhecer a sede, quanto mais para trabalhar lá.
Enroladaço
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Tragédia
Aconteceu a uma empresa do Rio uma das piores coisas que pode acontecer a uma empresa. Seus funcionários faturaram um bolão da Megasena. Imaginem o pesadelo: de uma hora para outra, dezenas de leais empregados vazam porta afora, jogando papéis para o alto, apagando arquivos de computador, xingando chefes e insultando clientes. Que companhia pode sobreviver a isso? E esta em questão, coitada, foram 38 cabeças, quase uma milha e meia para cada uma! É falência na certa.
Macca de volta?
Está rolando na net, tendo como fonte primária o site Songkick, as seguintes datas de Paul no Brasil:
Se for verdade, ao contrário do que se disse inicialmente, Macca volta ao Rio, para tocar no lugar onde fez o maior show de sua vida, pelo menos em termos de público: o velho e bom Maraca. Imaginem se Dedé Buck não estará lá. Em 1990, no dia do primeiro show, o Rio de Janeiro estava debaixo de um aguaceiro medonho. Eu e mais de 180 mil alucinados cagamos solenemente para o fato e presenciamos um show simplesmente lendário. Lembro-me até hoje do início do espetáculo, com o telão 180 graus apresentando uma retrospectiva que ia desde a formação dos Beatles até àquela data, alternando imagens da banda e do próprio Paul, com fatos históricos mundiais. No fim da projeção, surge o homem, no alto de uma torre, detonando ao piano, para delírio histérico deste modesto escriba e dos demais presentes. Foram três horas de um show impecável, emocionante e inesquecível. Depois daquilo, não tenho nem o direito de não prestigiar o Paul aqui. Mesmo que vinte anos tenham se passado.
Se for verdade, ao contrário do que se disse inicialmente, Macca volta ao Rio, para tocar no lugar onde fez o maior show de sua vida, pelo menos em termos de público: o velho e bom Maraca. Imaginem se Dedé Buck não estará lá. Em 1990, no dia do primeiro show, o Rio de Janeiro estava debaixo de um aguaceiro medonho. Eu e mais de 180 mil alucinados cagamos solenemente para o fato e presenciamos um show simplesmente lendário. Lembro-me até hoje do início do espetáculo, com o telão 180 graus apresentando uma retrospectiva que ia desde a formação dos Beatles até àquela data, alternando imagens da banda e do próprio Paul, com fatos históricos mundiais. No fim da projeção, surge o homem, no alto de uma torre, detonando ao piano, para delírio histérico deste modesto escriba e dos demais presentes. Foram três horas de um show impecável, emocionante e inesquecível. Depois daquilo, não tenho nem o direito de não prestigiar o Paul aqui. Mesmo que vinte anos tenham se passado.
Programa marcado
Vou ter que segurar um pouco a onda na birita. É imprescindível que eu me mantenha vivo até 4 de maio de 2012. É o dia previsto para a estréia do filme Os Vingadores, que reunirá todas as figurinhas carimbadas da imagem ao lado numa só história. Tem tudo para ser a maior bilheteria da história do cinema. E eu só perco isso se tiver desencarnado e sem qualquer chance de retorno.
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