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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Ho, ho, ho 4 - o fim

Eu poderia esperar o dia clarear. Mas estou muito empolgado, não consegui. Preciso dividir isso com vocês. Tive o melhor natal da minha vida. Ok, o natal da vida é muito forte. Devo ter me divertido bastante em alguns natais na época de moleque. Mas foi, definitivamente, o melhor natal da era adulta. Mas não aconteceu por acaso. Fatores importantes contribuíram para isto.

Tudo começou no Bracarense. O Haroldo foi crucial para que tudo corresse tão bem no restante do dia. Valeu, Haroldo, por ter servido meus chopps na hora e maneira exatas, apesar do Braca estar mais cheio que a praça do Muro das Lamentações.

Em seguida encontrei bons amigos no Clipper, e mais uma vez contei com a colaboração de todos para continuar enchendo o pote sem gastar qualquer caloria desnecessária enfrentando filas, urrando para garçons, ou algo do gênero.

Uns vinte chopps depois, o grand-finale. Fui para casa. Não comi nada parecido com peru/tender/chester. Comi pizza de padaria. Não assisti na tevê a qualquer segundo de filme natalino, missa do galo ou especial do Roberto Carlos. Nenhuma, sequer, nota musical de "Jingle Bells" ou algo cantado pela Simone penetrou meus sacrossantos tímpanos. E, o melhor, o martini na minha azeitona: nenhum contato humano de onze da noite até agora. Eu sabia que tinha sido um bom menino em 2009; mas não a ponto de merecer tanto.

Obrigado a todos que me proporcionaram o melhor natal dos últimos tempos. Isso muito me inspira a seguir fazendo o mesmo bom trabalho em 2010.

P.S.: Havia planejado radicalizar ontem. Peguei "Anticristo" de Lars Von Trier e pretendia vê-lo na noite de natal. Diante de momentos tão prazerosos, decidi não provocar quaisquer tipo de forças ocultas que porventura existam por aí. Papai Noel foi tão bom comigo desta vez que achei por bem poupá-lo.

P.S.2: Voltei. Senti-me em falta com este post. Fui disperso e negligente com um fato muito relevante. Citei, "en passant", que comi pizza de padaria. Não fui justo com ela, a pizza, e nem com vocês, meus caros e diletos leitores. Não é uma pizza de padaria qualquer. É A pizza de padaria. A melhor EVER. A quem interessar possa, Ataulfo de Paiva, do lado esquerdo de quem está de carro, pouco antes da Afrânio de Melo Franco. Preparem-se para uma experiência espiritual.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ho, ho, ho 3 - o retorno

Meu peru de natal.

Ho, ho, ho 2 - a missão

Obrigado, jornal Extra, por tentar tornar meu natal uma data mais palatável. Muito obrigado.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Ho, ho, ho...

Para não saírem dizendo por aí que eu não dei felicitações de natal a ninguém aqui neste blog, pronto, aí está:

QUE TODOS SEJAM HEXAGERADAMENTE FELIZES NESTE NATAL!

P.S.: Valeu, Kopelman, pela mensagem natalina mais a minha cara que recebi até agora.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Jingle bells

Juro que acordei de muito bom humor ontem. Não poderia ser diferente: tive um ótimo fim-de-semana. Cheguei no trabalho, já sabia que teria um dia difícil, o que eu tinha que fazer já estava totalmente previsto desde sexta-feira. Então, nada demais. Mas algo aconteceu no meio do caminho. Comecei a me irritar ao longo do dia. Agora, mais calmo, meia garrafa de Stolichnaya depois (e quatro brejas no boteco), ocorreu-me que deva acontecer o mesmo com as meninas em TPM. Só que para elas existe uma razão física. Ou melhor, biológica. Para mim, que não sangro involuntariamente por lugar nenhum, não rola. Portanto, só posso ligar o fato a razões psicológicas. E acho que ele tem nome e sobrenome. Nascimento de Jesus. Não, não é o porteiro do meu prédio. Nem nenhum professor de dança de salão. É mais conhecido pela alcunha de "Natal". Muito me irrita o Natal. Ele muda minha rotina, mesmo eu tentando fortemente ignorá-lo. Bem, não completamente, isso seria inviável, levando-se em conta minha profissão. Vivo de comprar e vender coisas. Todas absolutamente permitidas por lei, quero deixar isso aqui bem claro. Neste sentido, Natal para mim é data diferente, sempre. Mas quero me livrar dele na minha vida pessoal. Aparentemente, isso não é possível.

Várias pessoas me deram "Feliz Natal" hoje. Na rua, no trabalho. Aceito isso. É como um "Bom dia". Nem sempre você está num bom dia. Mas você não vai ser grosso com ninguém porque ele foi educado com você. O problema está longe de ser esse. O problema está na obsessão.

Imaginem uma pessoa como eu, que não exatamente aprecia o Natal, andando pelas ruas nesta época do ano. Pessoas ficam potencialmente agressivas, diria até perigosas.

Sou solteiro. Não faço compra de mês. Nem sequer de semana. Gosto de todo dia decidir aquilo que pretendo comer, em qualquer hora em que eu resolva me alimentar. Faz parte do meu ritual de liberdade absoluta. Pois bem, no Natal não tenho isso. Já experimentou entrar num supermercado às vésperas do Natal?

Desenvolvi hoje, de aproximadamente sete da noite até há pouco, quando cheguei em casa e comecei a me tratar com meu remédio russo, uma certa intolerância à raça humana. Vivi umas três horas de pesadelo, desde que saí do trabalho, até finalmente estacionar, nu, em minha cama, defronte a minha bela televisão full hd de 32". Não quero que vocês imaginem a cena. Ela não é bonita. Mas é extremamente relaxante.

Não pretendo entrar em detalhes de tudo que ocorreu porque vocês, pessoas que gostam de Natal, não iriam entender. Mas, para mim, foi uma tortura. E os próximos dias não se prometem melhores. Não garanto ter forças para escrever neste bloguinho até chegar 26 de dezembro. Por favor, perdoem-me se isto acontecer. Feliz Natal a todos.