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sexta-feira, 9 de março de 2012

Engenhão, que roubada.



Graças ao imbroglio entre Fox Sports Brasil e as principais operadoras de tevê por assinatura do país, fui obrigado a voltar, ontem, sei lá quantos anos depois, a um estádio de futebol para ver um jogo de futebol. Foi minha estréia no Engenhão. E minha despedida também, espero.

A imagem acima é a parte de cima do meu ingresso do jogo de ontem. Ele está comigo. Não foi recolhido na entrada. Asseguro-lhes que paguei por este ingresso. Não sei quantos conseguiram entrar sem pagar nada.

Sou do tempo que ia-se ao Maracanã e quando a Suderj informava nos alto-falantes - sim, estou falando da era pré placar eletrônico - um público menor do que 100 mil pagantes a galera vaiava peremptoriamente, às vezes porque achava que os clubes estavam sendo tungados, pois via-se claramente que o estádio estava tomado, outras vezes pela real decepção da pequenez da audiência.

Ontem havia pouco mais de trinta mil pessoas no estádio. 1/3, pois, do público mínimo exigido nas priscas eras supracitadas. Maraca com trinta mil pessoas, naqueles tempos, ficava tão tranquilo, que mesmo que todas as trinta mil pessoas resolvessem ir ao estádio em cadeiras de rodas não teriam problemas para entrar. Trinta mil pessoas era para jogo entre minúsculos, um América e Bangu.

Pois ontem, com este público que hoje achamos que é casa cheia, casa cheia oi, o que vi e passei para entrar no estádio foi um completo absurdo. Acontecera comigo antes: em 72 ou 73, não me recordo ao certo. Não consegui entrar no Maraca. Tive que voltar pra casa, frustradíssimo, acompanhado de meu avô, enquanto meu pai e meu tio resolveram encarar a massa. Era jogo importante, não iam perder só porque o moleque era franzino demais pra tentar entrar. Naquele jogo, chutaria fácil umas 130 mil cabeças no ex-Maior do Mundo.

Hoje, com adicionais 40 anos e 70 quilos, não me intimidei com a turba. Encarei o esmigalhamento com vontade, deixando vítimas menos favorecidas pela largura no caminho. Quando me deparei com as roletas, qual não foi minha surpresa quando vi que a situação era de total caos: ninguém estava conseguindo passar seu ingresso. Pessoas pulavam atabalhoadamente as roletas, de forma descontrolada, para o desespero atônito de dois funcionários e um PM que tentavam impedir, inteiramente sem sucesso, a invasão da turba.

Como minha compleição física está muito mais para levantamento de peso do que para salto em altura, incorporei o Obelix e simplesmente levantei e arrastei uma grade que deveria separar a lateral das roletas do interior do estádio. E assim entrei, pela primeira, e espero que última vez em minha vida, no Engenhão, pelo menos para ver um jogo de futebol.

Vale aqui um comentário, muito bem elaborado pelo colega de twitter que me acompanhou nesta aventura. O gênio da raça que resolveu proibir a venda de bebidas alcoólicas nos jogos de futebol achou que assim evitaria brigas dentro do estádio. Realmente, não presenciei dentro do Engenhão sequer um resquício de rusga, a não ser a torcida esbravejando e querendo matar o Joel e o Negueba. Acontece que, como não tem cerveja lá dentro, todo mundo fica enchendo o pote lá fora, nos inúmeros "estabelecimentos comerciais" precariamente instalados nas varandas e alpendres das casas de família no entorno do Engenhão, e resolvem entrar, todos ao mesmo tempo, faltando quinze minutos para começar o jogo. Não tem como não dar merda. Falaram-me ontem: "Na Inglaterra é assim, pessoas entram dez minutos antes nos estádios e não dá essa confusão". Sim, obviamente. Lá, eles são ingleses. Aqui, somos brasileiros, cariocas, e, muito em especial, rubro-negros. Não somos exatamente reconhecidos internacionalmente por nossos modos, classe e polidez.

Resultado desta balbúrdia inaceitável: eu e e mais um conseguimos sentar na arquibancada com "apenas" quatro minutos de jogo começado. Outro, que estava colado conosco na hora de entrar, uns dez minutos depois. Outros dois, que chegaram ao Engenhão em cima do laço, só conseguiram entrar aos 40 do primeiro tempo, e foram encaminhados para a arquibancada Leste Inferior, pois foram informados que a Superior, para onde eram seus ingressos, já estava lotada.

E o jogo? O que falar de um jogo onde o treinador, se é que Joel ainda merece essa alcunha, escala o time com três zagueiros e dois volantes, em casa, para enfrentar o diminuto time da Eletrobrás equatoriana, que consegue inventar o Negueba de lateral-direito e o Bottinelli de volante recuado, e onde o maior destaque foi o Wellington, que conseguiu, no mesmo lance, expulsar um jogador adversário e se machucar para não mais retornar, dando continuidade assim ao trabalho do treinador do Além que vem tentando ajudar Joel a enxergar como escalar corretamente o time tirando de combate um cabeçudo atrás do outro. Tenho pra mim que é o Claudio Coutinho que conseguiu permissão do Divino para intervir no Fla e ajudar o filhote, agora Diretor de Futebol. Mas não adianta que Joel não enxerga nem escuta o óbvio, e não creio que seja problema oftalmo ou otorrino. É senilidade mesmo, caso mais de aposentadoria e internação do que de tratamento médico ou demissão sumária.

Domingo tem Fla-Flu, televisionado, felizmente. Pelo menos assistirei a esta anunciada tragédia no sacrossanto conforto do meu lar.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Fonte de inspiração

Dos campeões brasileiros na quadra para os campeões brasileiros no campo. Quando a classificação à final já parecia ter ficado para ser decidida no Rio, Marcelinho, nosso Imperador das cestas, operou mais um milagre. Que os homens do futebol se inspirem e detonem chilenos hoje no Maraca:

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Doce rotina

Alguém aí conhece algum historiador que me recorde qual a última vez que o Vasco ganhou do Flamengo algum jogo que valesse vaga, título, troféu, ou algo do gênero? Daqui a pouco somente arqueólogos do esporte poderão responder a esta pergunta. E olha que o Fla anda com uma preguiça incrível de jogar bola. Adriano deve ter assinado contrato com as Havaianas, há dias ele resolveu dar férias a seus pés e não há quem o faça voltar a campo. Com um meio campo coalhado de volantes e Bruno Mezenga substituindo o Imperador, o Mengão assistiu ao Asco da Gama perambular pelo campo quase que os noventa minutos. Posse de bola essa pouquíssimo traduzida em qualquer efeito prático. Como o Vagner Love joga pra gente, deu Fla. Os viceínos, sempre invejosos dos chororenses, que lhes roubaram o título de vice oficial da cidade, esguicham lágrimas pelo pênalti não marcado feito pelo Williams. A questão única que cabe aqui é: se o juiz tivesse marcado a penalidade, quem a bateria para o Bruno pegar? Bocejo ao ler os prantos cruzmaltinos. Se querem voltar a ganhar algum título, que pensem seriamente em retornar à Segundona ano que vem.

Teremos agora uma final de um ou três jogos contra o Chorafogo, que, diga-se de passagem, é o grande favorito ao título. Porquê? Então vejamos:

- Tem três chances de ser campeão. O Fla só duas, já que não pode desperdiçar a primeira;
- O Fla está batalhando em duas frentes, sendo que na Libertadores vive um momento de vida ou morte, com uma partida decisiva no Chile na quarta-feira próxima. O Botafogo, devido a façanha de ter sido eliminado da Copa do Brasil em casa por um time da quarta divisão, tem nessa série de jogos sua última chance de ser campeão no ano;
- O Fla levou as três últimas. É estatisticamente improvável que ganhe uma quarta consecutiva, até porque isso nos daria um inédito tetracampeonato, que já deixamos escapar por cinco vezes.

A favor, temos dois fatos: o time do Fla é melhor que o do Botafogo, indiscutivelmente. E os chororenses, cachorros escaldados de outros fracassos, se pelam de medo do Mengão Fuderosão, fato esse também incontestável. Portanto podem muito bem, como já o fizeram em outras partidas, tremer feito vara alvinegra, colar as placas, e deixarem seu favoritismo escorrer como fezes líquidas pelas fraldas plásticas que certamente precisarão usar quando entrarem em campo no próximo domingo.

Não estou muito otimista, mas temos chances. Pra cima deles, Flamengo.

sábado, 6 de março de 2010

Imperador de cu é rola

Honestamente, perdi minha paciência com o Adriano. Acho que ele já cumpriu sua etapa aqui com maestria; nos tirou de uma fila de 17 anos no Brasileiro, foi artilheiro do campeonato, e colocou o Fla de volta à todas as páginas de esportes de sites e jornais mundo afora. Muito obrigado por tudo. Acho que já é hora dele procurar outros ares. Não pela bola que joga, óbvio. O cara está a anos-luz de qualquer outro pobre mortal que jogue bola neste país (exceto, talvez, de um certo gordinho que anda habitando as plagas de Sampa). Mas o homem é uma usina de problemas. Ele simplesmente não consegue se afastar deles. É problema com treino, com mulher, com bolha, com a Itália, com a seleção. O sujeito adora um problema. E, cíclope que é, seus problemas assumem dimensões igualmente ciclópicas. Até aceitaria com um pouco mais de compreensão se ele mantivesse os problemas dele restritos a ele - e à imprensa, que adora seus escândalos. Mas nesse último ele ultrapassou os limites da minha infinita complacência. Arrastou dez - sim, dez - jogadores do Flamengo para um baile funk no Complexo do Alemão com direito a escarcéu e baixaria da pior qualidade da pistoleira que ele chama de namorada. Talvez ele não se importe, até porque tinha ganho de presente o fim de semana de folga. Mas o Flamengo joga hoje pela Taça Rio. É claro que ele não é responsável pelos atos irresponsáveis dos dez marmanjos que foram acompanhá-lo neste programa de gosto extremamente duvidoso. Mas o mínimo que ele podia fazer é tentar poupá-los do turbilhão de emoções que ele insiste em carregar por todos os lugares onde vai. Resultado da brincadeira: está fora do time quarta, contra a baba venezuelana, pela Libertadores. E o Fla entra hoje em campo sabe-se lá com que motivação. Se as duas últimas partidas já foram duríssimas de se ver, tal a indolência com a qual o time entrou em campo, o que dirá na de hoje. Já mandei separar meus antiácidos porque sei que vou precisar deles mais tarde.

Para concluir: acho que Adriano vai mais atrapalhar do que ajudar agora por alguns outros fatores, além da sua inequívoca vocação para atrair confusões e maledicências.

Seu foco claramente é a Copa do Mundo, e provavelmente um retorno triunfal, no segundo semestre, para a Europa. Para um atleta normal, isso poderia servir como fator altamente motivador para que o cara tratasse de mostrar serviço, se comportasse de maneira exemplar dentro e fora dos gramados, entrasse em campo na ponta dos cascos e dando o máximo, para que nem em sonhos Dunga pensasse em substituí-lo por outro atacante. E, vamos combinar, o treinador da seleção tem uma plêiade deles de ótimo nível para escolher. Para Adriano, isso claramente não funciona assim. Ele distrai-se e perde a motivação muito facilmente. O tal foco, como gostam de dizer por aí, Adriano não tem. É o rei da digressão. Se ele quer a Copa, ele pensa nela, mas acredita que apenas pelo fato de ser uma entidade superior às outras ele estará lá naturalmente, pois está escrito nas estrelas. E a coisa não funciona assim, ainda mais com um casca-grossa como Dunga, um disciplinado e disciplinador por definição.

Outra questão, esta que afeta mais ao rubro-negro do que Adriano himself, é sua influência, que pode ser positiva ou negativa, sobre o grupo. Como força da natureza que é, tudo que Adriano diz e faz afeta os que estão à sua volta. A ausência de Adriano (e esta ausência vai se fazer cada vez mais presente quanto mais a Copa se aproximar) pode causar baques psicológicos devastadores no time do Flamengo. Dois maus resultados sem ele no time, seguido de um bom com ele lá, e lá se vai a autoconfiança do resto do grupo pra casa do caralho. A imperador-dependência é tudo que este time não precisa agora, em meio à disputa da maior competição das Américas. Por isso preferia, sinceramente, que ele desse seu ciclo no Fla por encerrado. O time ia ter que aprender na marra a jogar sem ele numa etapa ainda relativamente simples da competição e, se passasse daqui, chegaria mais fortalecido às próximas fases.

Mas é óbvio que isso não vai acontecer, e ele vai ficar enrolando aí até o término de seu contrato. Diferenciado como é, vai fazer a diferença em alguns jogos, faço votos que seja em momentos decisivos e importantes. No mais, é colocar a equipe de psicólogos do Fla para trabalhar a cabeça do time. A do Adriano, deixa pra lá, essa não tem mais jeito.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ho. ho, ho! Feliz Natal!

No dia 03 de Março de 1953 a Estrela Dalva brilhava forte nos céus de um pequena, pobre e escondida localidade no Rio de Janeiro chamada Quintino Bocaiúva. Nascia ali o Redentor de uma Grande Nação. O homem que a comandaria em suas maiores conquistas. O Rei que a levaria ao topo do mundo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Resquícios da folia

Tecnicamente o carnaval já acabou. Mas aquele torpor que dá depois de ficar tantos dias de bobeira ainda não. A preguiça é grande, mas não posso abandonar este bloguinho à sua própria sorte. Tecerei, então, alguns esparsos e desleixados comentários sobre acontecimentos dos últimos dias.

Meu carnaval foi ótimo, sé é que alguém pretendia perguntar-me. Comi, bebi e namorei muito bem, obrigado. Li um bom livro – Delacroix Escapa das Chamas, de Edson Aran, indico fortemente, em especial para os amantes de cinismo, sarcasmo e sci-fi. Não vi um filme que preste sequer.

Depois de anos, vi (parcialmente) o desfile das escolas de samba. Em HD fica realmente mais palatável. Mas sou das antigas, sinto falta da mulherada pelada. Sem isso, aquele desfile fica meio sem graça, pelo menos para mim. A escola que mais apreciei terminou ganhando. Bom pra ela.

O Arruda está preso há mais de uma semana. Um recorde, em se tratando de políticos corruptos neste país. Mas como perguntar não ofende, eu queria saber: por que só ele? Só o mensaleiro do DEM vai em cana? O escândalo dele explodiu em novembro do ano passado. Menos de três meses depois, já tem nego preso, um monte exonerado, vai rolar impeachment... E os mensaleiros do PT, cujas primeiras denúncias vieram à tona em junho de 2005? Alguém sabe, alguém viu? Alguém foi preso? Cassado? Impichado? Multado? Alguém ralhou com algum deles? Um tapinha que seja nas costas da mão, tipo assim, “menino, aiaiai, não faz mais isso”? Nada como morar num país sério, não é?

E o Botafogo, finalmente, conseguiu ganhar uma do Flamengo. Isso só poderia acontecer mesmo numa quarta-feira de cinzas. E olha que o Fla nem jogou tão mal assim. A partida foi animada, o Flamengo andou perdendo alguns gols, mas terminou derrotado pelo jogo aéreo dos chororenses. Também, colocar Álvaro e Angelim, uma dupla de anões de jardim, para marcar o tal do Loco Abreu que tem três metros e dezoito de altitude, não poderíamos esperar coisa muito diferente lá atrás. O que não funcionou mesmo foi o Império do Amor, mas isso também já era esperado após tantos dias de folia e brincadeira. Vida que segue. Só a Libertadores e o cume interessam.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Em falta

Fatores extra-campo andam afetando minha presença aqui neste blog. Mas algumas providências já foram tomadas, e pretendo retomar a regularidade em breve. Vamos então colocar alguns assuntos em dia, já que desde sexta não apareço por aqui.

As semi-finais da Taça GB: Muito previsíveis, protocolares até, eu diria. Os pequenos que tentaram se assanhar - Olaria, Boavista e Madureira - foram devidamente depenados nas duas últimas rodadas e alijados da festa principal. Fla e Vasco a meu ver são os favoritos para fazer a final, mas serão dois jogos bem equilibrados. Mas existe aí um problema. No ano passado, na semi do sábado de carnaval, o Fla foi surpreendentemente eliminado pelo minúsculo Resende. Agora a situação é mais preocupante. O adversário é o Foguinho, um pouco menos minúsculo que o Resende. E o jogo é na quarta-feira de cinzas, ou seja, depois da folia. Como estará o Império do Amor após os tentadores e orgiásticos festejos de Momo? Temo por esta partida precisamente por esta questão. A conferir.

Lula x FHC: Alguém ainda aguenta esses dois batendo boca e comparando qual pau de quem é maior, quem fez mais do que quem? Nenhum dos dois é candidato, caralho, deixem os palanques para o Serra e a Dilma. Essa fogueira de vaidades vinda do FHC até pode se entender, já que muito pouca gente aqui no país reconhece seus méritos neste bom momento que vive o Brasil perante a comunidade internacional. Vindo do Lula, só entendo como profundo complexo de inferioridade. O cara é o cara, segundo Obama. Tem trocentos por cento de aprovação popular. É um verdadeiro darling da imprensa internacional e de alguns dos principais líderes do planeta. Mas continua nessa briga mesquinha com o FHC só porque o cara sabe ler e escrever e ele não. Quer saber, fodam-se os dois.

Filmes: Assisti a três muito bons nestes dias, não posso me furtar a falar sobre eles.

"O Fim da Escuridão", com Mel Gibson voltando a protagonizar um filme depois de oito anos (o último foi Sinais, do Shyamalan), é muito foda. A história, baseada num seriado de muito sucesso da tevê inglesa na década de 80, parece ter sido escrita para Mel Gibson. O personagem principal Thomas Craven é obstinado, implacável, mezzo maluco mezzo suicida, muito parecido com outros personagens clássicos feitos pelo ator, tipo Mad Max, o Riggs de Máquina Mortífera ou o Porter de O Troco. Aquele olhar mentalmente desequilibrado e o humor ferino (aqui reservado a menos momentos) estão lá, firmes e fortes, e garantem a chancela Gibson de qualidade. A direção de Martin Campbell é ótima, o filme é tenso e eletrizante nas doses exatas. Ray Winstone, numa partipação pequena mas importante, dá seu show à parte. 20 pratas muito bem gastas.

"Amor sem Escalas" já está mais do que badalado, é indicado a um monte de Oscars, e acho até que deve papar no mínimo um, o de Roteiro Adaptado. É um filmaço que, não fosse a avalanche Avatar, poderia muito bem fazer uma graça maior nas premiações. Me identifiquei muito com a personalidade do personagem principal interpretado brilhantemente por George Clooney (se ele beliscar o Oscar não será nenhuma surpresa), talvez por isso o filme tenha me deixado um pouco melancólico. Gostaria muito que Jason Reitman, o rapaz (ele tem 33 anos) que dirigiu esta pérola, e que já nos deu os excepcionais Juno e Obrigado Por Fumar, fosse o premiado pela academia; mas James Cameron vai passar por cima dele (e dos outros concorrentes) como um rolo compressor. Fica pra próxima, Ivan.

No DVD, vi ontem a melhor, a mais charmosa, mais divertida, e mais inteligente comédia romântica desde, sei lá, muito tempo. "(500) dias sem ela" é apaixonante, muito por conta da presença luminosa, quase sobrenatural, dessa perfeição que é a Zooey Deschanel. Descrevê-la é algo que não vou nem tentar, por achar que estarei sendo injusto. Um cara tentou fazer isso hoje no "Blog do Bonequinho" do Globo OnLine e se saiu relativamente bem, vale a olhada: http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/#264593. Voltando ao filme, é um pequeno diamante que foi lapidado com muito carinho por elenco e direção. Emociona e diverte sem jamais sequer resvalar na armadilha do pastelão ou do drama fácil. Impossível não se solidarizar com a paixão incondicional e as agruras vividas pelo Tom Hanson do ótimo Joseph Gordon-Levitt (o impagável Tommy Solomon de "3rd Rock from the Sun"). Não é para menos, esse amor ensandecido. Afinal, é a Zooey Deschanel.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Aha Uhu o Brasil é nosso!

Foto tirada do supertelescópio Hubble após o dia 06 de dezembro de 2009, só agora divulgada pela NASA:

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A volta do futebol (finalmente!)

Ainda um pouco mexido com tristes acontecimentos ocorridos quinta e sexta passadas, e após um programado fim-de-semana off-line, retorno retomando um assunto que é muito caro a este blogueiro, e que já vinha fazendo uma falta quase insuportável: o futebol, e mais em especial, o Mengão.

O primeiro fim-de-semana futebolístico da temporada é sempre meio esquisito. É muita bola sendo maltratada pra muita vontade de ver a bola sendo bem tratada. Os atletas estão longe da melhor forma, os times ainda desentrosados, a maioria dos reforços ainda estão ausentes, fica difícil achar algum jogo que realmente preste. A torcida, ao contrário, está em cima dos cascos: encontra-se ávida, sedenta, praticamente em cólicas, desesperada por ver a bola rolar. Talvez por isso nós, tarados por futebol, consigamos encontrar genuína emoção neste emaranhado de peladas que pululam Brasilzão varonil afora.

Só vi dois jogos, sendo um meio que pela metade, neste finde. Fla x Caxias, claro, e Fluzículo x Americano. O Flu saiu-se bem melhor, passou uma descompostura no Mecanão de Campos sem dó nem piedade por três a zero, e só não deu de mais por que teve humildade em gol, como diria Jorge Benjor. Certamente poupou-se para o próximo embate contra o Bangu. Surge para mim como um fortíssimo candidato à esta Taça Guanabara: a base e o treinador foram mantidos, o time está bem montado, os reforços foram bons e já entraram jogando (destaque para este Julio César, lateral esquerdo que veio do Goiás, que é muito bola), e o time vem embalado pela campanha mágica que salvou o clube do rebaixamento no Brasileirão, dado como certo por onze entre dez analistas do ramo.

Já o Mengão cumpriu uma rotina que só surpreende a neófitos ou incautos desacostumados com os procedimentos e história rubronegras. Passamos um sufoco danado para vencer, de virada, na base da vontade, e com gol de estreante de segundo escalão, o bom time do Duque de Caxias. Quero lembrar aos desmemoriados que este mesmo Caxias cumpriu campeonato exemplar na Segundona do Brasileirão no semestre passado, terminando num honroso oitavo lugar. Estava longe, portanto, de ser uma galinha morta. E o Fla estava mais desfalcado que supermercado no Haiti. Logo, este 3 a 2, com um a menos em campo, pode ser considerado um ótimo augúrio para a temporada que se inicia. O jogo mesmo foi uma pelada safada, como era de se esperar. A presença de Leo Medeiros e Erick Flores em campo tornava impossível que qualquer coisa de alguma qualidade pudesse surgir. O primeiro tempo foi horroroso, e o Caxias só não saiu ganhando de mais, honestamente, sei lá porque. Na segunda etapa, Andrade, o melhor do Fla ontem, mexeu no time quase que cirurgicamente, diria eu com alguns toques de magia negra (e rubra). O time acordou para a vida e virou a partida em sete minutos. Jogava tão fácil que achei que ia ser de quatro ou cinco no mínimo. Foi quando Álvaro, para evitar gol certo deste tal Marcelo (provavelmente seria o septuagésimo oitavo gol dele contra a gente, o Fla deveria contratá-lo de forma vitalícia para que ele não pudesse mais jogar até passar desta para pior), passou o rodo no algoz e foi merecidamente enviado mais cedo para o chuveiro. A partir daí foi sufoco em cima de sufoco, gol de empate, e quando achávamos que a revirada era certa, o Fla acha um gol de cabeça, bonito por sinal, do estreante Fernando, cuja maior referência no currículo é ser irmão do amalucado mas talentoso meia Carlos Alberto, ex-Flu atual Asco da Gama. Daí pra frente foi só sofrer mais uns treze minutos e correr pro abraço. Mais Flamengo impossível. Quarta tem Adriano (se a bolha assassina deixar, e se nenhum parente ou amigo da Vila Cruzeiro fizer aniversário, bodas ou batizar alguém) e Vagner Love (se a burocracia deixar). E a volta de Angelim. Se cuida, Voltaço.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cariocão 2010

Mais dez dias e a bola finalmente volta a rolar. Minha síndrome de abstinência futebolística só não está incontrolável porque ando ocupando meu tempo com outras distrações, tipo férias, tevê HD e otras cositas más. Mas o campeonato mais charmoso (olhem pra foto acima, alguma dúvida sobre isso?) do Brasil está chegando, e cheio de atrações. Com ou sem Love, pra cima deles, Mengão.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Informação relevante

Que o Flamengo é o maior clube de futebol do Brasil estava todo mundo cansado de saber. Mas ver isso expresso em vil metal é muito mais divertido. Este ranking aí em cima é resultado de um estudo feito pela empresa de auditoria e consultoria Crowe Horwath RCS, baseada em dados coletados entre 1971 e 2009. E evidentemente deu Mengão na cabeça, avaliado na bagatela de 568 milhões de reais. Pouco em relação a grandes clubes europeus. O mais valioso do mundo é o Manchester United, avaliado em R$ 3,2 bi. Quase seis Mengões. Mas, em relação a arcoirizada mambembe local, nossos números são trucidantes. Então vejamos: 1 Mengão vale 1 Asco da Gama, 1 Fluzículo, 1 Fogareiro, e ainda sobra troco pra comprar, sei lá, o Internacional. Gargalho aos borbotões com esta informação. O ano de 2009 termina sinistro pra esses pobres diabos, e glorioso e fulgurante para o monumental Mengão. Como a vida é bela.

Fonte: GloboEsporte.com

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Arcoirizada bolada com o Mengão

Como é doce o sabor da vitória...

Profecias

No ano passado, rolou pela internet direto a seguinte quadra de Nostradamus (a quadra é real, foi realmente Nostradamus quem a escreveu):

”Quando a ave humilhada que veio das proximidades das águas poluídas se mostrar feliz com a volta, a grande nave de cimento tremerá mais uma vez e a trombeta soará pela sexta vez”

Os sãopaulinos, apressadinhos, logo deram a seguinte interpretação:
“Ave humilhada que veio das águas poluídas”: galinha preta com sede ao lado do Tietê (Curíntia)
“Feliz com a volta”: retorno à 1ª divisão
“Grande nave de cimento tremerá mais uma vez”: estádio do Morumbi balança lotado
“A trombeta soará pela 6ª vez”: é a anunciação do hexa tricolor

Pobres diabos, mal sabiam que na verdade a profecia se confirmaria apenas no ano seguinte:
AVE HUMILHADA - URUBU
PROXIMIDADE DAS AGUAS POLUÍDAS - LAGOA RODRIGO DE FREITAS (GAVEA)
SE MOSTRAR FELIZ COM A VOLTA - VOLTA DE ADRIANO E PET
GRANDE NAVE DE CIMENTO TREMERÁ MAIS UMA VEZ - MARACANÃ TREPIDANDO NO DOMINGO
A TROMBETA SOARÁ PELA SEXTA VEZ - O HEXACAMPEONATO

Interpretação muito mais adequada, não acham?

Falando em profecias, quero aqui lembrar de um post que escrevi no dia 26 de outubro passado, chamado Visão sorridente do futuro. Cravei ali o título do Mengão, acertei três dos quatro classificados para a Libertadores e antevi que o Parmera nem Liberta pegava. Enquanto isso, uma semana depois, dia 04/11, quatro "especialistas" do Sportv - André Rizek, Bob Faria, Lédio Carmona e Maurício Saraiva - usando o "Simulador", previam o título ficando entre São Paulo (haha!), Palmeiras (hahahaha!), ou Atlético MG (hahahahahaha!). E o Mengão terminando ali pela 5a, 6a, posição. Coitadinhos. E eles ganham pra isso.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Hexa

O time jogou mal pra caralho, fez a gente sofrer que nem filho-da-puta, mas a gente é hexa. Muito mais do que esses péla-saco que quase pipocaram hoje no Maraca, nós, da torcida, merecemos esse título.

domingo, 6 de dezembro de 2009

É hoje

Finalmente chegou o domingo.

Foi uma longa, quase interminável, semana para nós rubronegros. A ansiedade está nas nuvens, o piriri de rolar uma tragédia inimaginável nos assombra, mas o clima está claramente positivo e o hexa, desta vez, parece que vai rolar.

A Nação está em polvorosa. Tem um débil mental aqui na minha rua que está incontrolável. Desde domingo passado ele não dorme, pelo menos à noite. Ele fica perambulando pelo bairro berrando "Mengo!" e bradando cânticos de torcida. Ontem, ele fez isso de 01:30 às 05:00 da manhã, em intervalos intermitentes que variavam entre três e cinco minutos. Sei disso porque mal dormi, muito em função do poderio vocal do elemento. Difícil precisar porque ele ainda está vivo e aparentemente sem qualquer sequela física, como escoriações generalizadas, hematomas pelo corpo ou traumatismo craniano. O carioca é mesmo um povo muito pacífico.

Quis o destino que justo nesta tensa semana que antecede a decisão eu, no trabalho, também vivesse uma espécie de semana decisiva. Isso tornou meus dias muito mais estressantes do que já seriam; mas pelo menos me permitiu não pensar em Flamengo o tempo todo, o que seria realmente cansativo, até potencialmente perigoso, eu diria. A obsessão poderia me levar à delírios paranóicos, eu desenvolveria teorias conspiratórias que envolveriam os interesses do futebol paulista, malas de diversas cores, vudu, sequestro dos familiares do Adriano e do Pet, e toda sorte de intempéries que poderiam colocar obstáculos entre o Mengão e o tão sonhado hexa.
Qualquer contusão de um terceiro reserva que nunca foi nem escalado no banco já seria visto por mim como um mau agouro medonho. Tenderia a querer combatê-lo com forças ocultas; posso até ver um altar rubro-negro em meu quarto, cheio de velas acesas, frangos decapitados, farofa amarela, e um boneco vestido de Grêmio com um espeto de tricô fincado no peito.

Mas porque isso tudo, diria um racional interlocutor? O Flamengo é franco favorito; o adversário é fraco; vem combalido, sem 2/3 do time titular; sua motivação pela vitória é nenhuma, até pelas circunstâncias que envolvem seu inimigo natural. Para qualquer outro time, isso já seria razão de sobra para passarem na CBF, pegar a taça e levá-la protocolarmente para o campo de jogo. Mas estamos falando aqui de Flamengo. Flamengo é uma outra coisa. Tem outra dimensão. Não somos apenas um time carioca. Só nascemos aqui. Hoje, 114 anos depois, pertencemos ao mundo. Ninguém quer que o Flamengo seja campeão, senão nós, flamenguistas. O Grêmio acha que prefere o Fla campeão ao Inter, por motivos óbvios, até entrar em campo e ver a Magnética urrando nas arquibancadas, empurrando o time pra cima. Neste momento, ali dentro, tudo torna-se possível. A chance de calar aquela multidão, e por consequência metade do Brasil, e de assombrar o mundo com um resultado inesperado e improvável, pode ser tentador demais para os molambos que trouxeram do sul para cá para serem supostamente sacrificados. Além do mais, desnecessário lembrar a plêiade de fracassos retumbantes que o Maraca já presenciou, vários deles protagonizados justamente pelo rubronegro. Portanto, não se enganem, o sufoco pode acontecer, e o hexa vai ter que ser conquistado em cada metro quadrado daquele campo. A boa notícia é que o Fla, por incrível que pareça, parece estar a uma precavida e providencial distância física e mental do oba-oba; mantêm-se focado, sério, na mais tradicional humildade retórica.

Se vamos triunfar não sei. Impossível prever minha reação caso isso aconteça. Não posso emburacar numa comemoração descontrolada e etilicamente aditivada, tenho uma reunião importantíssima amanhã às dez - infortúnio pouco é bobagem, e, antes que alguém me pergunte, não, não dava para desmarcá-la. Talvez um caso de morte na família justificasse. Droga, porquê não pensei nisso antes? Hoje, assim, em cima da hora, onde vou encontrar alguém que provicencie isso pra mim? Bem, deixa pra lá, digressiono. O fato que terei que ser comedido, e não sei se terei forças para isso. Sou muito grande, e, Flamengo hexacampeão, meu corpo sofrerá uma descarga overdósica de hormônios superestimulantes que transformará em tarefa inglória e hercúlea qualquer tentativa de controlá-lo. Temo que ele adquirirá vida independente do meu cérebro, pelo menos da parte racional dele, e o destino primal será o Clipper, no Leblon. De lá para onde, só o tempo e as circunstâncias podem dizer.

Bem, consegui meu intento e consumi 50 minutos deste domingo com alguma atividade que não seja expelir ácido gástrico em meu estômago remoendo o porquê não deu 17 horas ainda.

Torçam por mim e pelo meu time. Pra cima deles, Mengão.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Stress alucinante

Alguém tem um destes pra me arrumar? Estou a fim de entrar num transe lisérgico psicodélico até às 17 horas de domingo. Só posso ter um ataque do coração DEPOIS do jogo terminado, e o negócio aqui tá brabo. Só em estado de torpor alucinógico para aguentar até lá.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Faltam 98 horas

O tempo se recusa a passar. A concentração está difícil. Em minha cabeça, apenas um pensamento, ecoando sem parar: "hexa, hexa, hexa...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Sejam bem-vindos, irmãos do sul!

“Vamos, FLAGRÊMIO! Vamos ser campeão, vamos FLAGRÊMIO! Minha maior paixão, vamos, FLAGRÊMIO! E essa taça vamos conquistar!”.

Toda ajuda nesta hora é mais do que bem-vinda. Quem sou eu para recusar uma força destas?

domingo, 29 de novembro de 2009

Contagem regressiva

Esta vai ser uma loooonga semana...

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Desilusão

Cá estou na madruga em frente ao computador. Está claro que vai ser mais uma noite em claro. Não, a culpa não é do Flamengo. Deve haver uns três anos que não consigo dormir de domingo para segunda. Nem de segunda para terça. Jet lag de boêmio, fazer o quê. Mas vim aqui para falar do Mengão. Desperdiçou hoje uma chance de ser campeão? Sim. Tem chance ainda de ser campeão? Tem. Então é isso.

O mais estranho é que não estou puto. Nem triste. Estou resignado. Desiludido. E isso não é ruim. Desiludido é quem não tem mais ilusões. Mas pode perfeitamente ter esperanças. O Flamengo não está ungido para ser campeão. Muitos de nós gostam de acreditar nessa coisa de "Deixou chegar, fudeu". Eu mesmo caio nessa às vezes. Mas isso, infelizmente, não existe. Já vi inúmeras vezes meu Flamengo perder jogos decisivos em casa. Essa foi apenas mais uma.

Esse campeonato é realmente cruel. Os famigerados - pelo menos para mim - pontos corridos, são definidos pela maioria como o sistema mais justo. Justo my ass. Um campeonato que chega na reta final, e coloca frente à frente um postulante ao título, e outro sem nenhuma pretensão, um franco-atirador, para se enfrentarem, não tem nada de justo. É errado. Cada jogo é uma decisão, ouço por aí. É verdade. Mas que jogo na décima rodada do campeonato tem tanta responsabilidade como estes da reta final? Nenhum. Então não me venham com esta balela.

Vamos esclarecer de cara uma coisa. O Goiás jogou muito. E o Fla jogou pouco. Zero a zero foi barato. Bafejado pela sorte, o Fla poderia ter ganho. Mas, pelas chances criadas, mais provável que tivesse perdido. O calor atrapalhou o jogo para os dois times. O nervosismo e a ansiedade atrapalhou o jogo para o Flamengo. Goiás, relaxado, sem a menor responsabilidade a incomodá-lo, dominou as ações, ganhou a imensa maioria dos rebotes, fartou-se de perder gols, e bateu à vontade, com a complacência do juiz. O Fla nem forças para fazer faltas teve. Cansamos de ver o Goiás trocar passes, às vezes por minutos seguidos, sem ser admoestado por qualquer marcador rubronegro. Isso, num jogo de decisão, é mortal.

O Goiás pode encrespar o jogo contra o São Paulo lá no Serra Dourada? Perfeitamente. O Fla pode ganhar do Curíntia em Campinas? Com certeza. Então não é hora ainda de jogar a toalha. Mas vamos parar com essa baboseira de que o Fla é uma entidade superiora quando chega a hora da verdade. Não é. Este campeonato está regido pelo acaso. São Paulo, Flamengo, Inter e Palmeiras podem ser campeões, e não há matemático no planeta que possa antecipar o vencedor simplesmente fazendo contas, por mais complexas que elas venham a ser. O imponderável está aí, e é ele quem vai decidir este título. Tomara que o Flamengo seja o escolhido.

Saudações Rubro Negras, Deixou Chegar Fudeu é o Caralho.

P.S.: Neste momento está passando "Perdoa-me por me Traíres" no Canal Brasil. Nelson Rodrigues é uma belíssima opção para insones e desiludidos com seu time de futebol. Até amanhã.