Não se deixe intimidar pela capa do DVD; ela parece nos querer fazer crer que trata-se de mais uma comédia pastelão descerebrada e descartável. É uma comédia, sim. Mas de se rir muito mais de nervoso e de desconforto do que qualquer outra coisa. Eu diria que é um drama, um filme de ação, e uma comédia, em iguais proporções; e muito bom em todas estas facetas. Woody Harrelson dá show no papel do cativante e enlouquecido sujeito que cisma que é um superherói e resolve sair às ruas combatendo o crime com a cara (literalmente, como poderão ver no filme) e a coragem (mais insanidade do que coragem, mas tudo bem). O filme é engraçado, sensível e emocionante, nas doses certas. E, principal, uma gratíssima surpresa para quem achou que tinha jogado os seis reais da locação pelo ralo. Indico e recomendo.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Pequenos prazeres
Você não adora quando se arrisca, cheio de desconfiança, a pegar um filme desconhecido na locadora achando que vai cair numa roubada mas, quando chega em casa e coloca pra ver, se depara com o maior filmaço? É raro acontecer, mas quando rola, a gente não fica com aquela sensação gostosa de ter "descoberto um tesouro"? Esse comentário vale 100% para a pequena pérola abaixo:
Não se deixe intimidar pela capa do DVD; ela parece nos querer fazer crer que trata-se de mais uma comédia pastelão descerebrada e descartável. É uma comédia, sim. Mas de se rir muito mais de nervoso e de desconforto do que qualquer outra coisa. Eu diria que é um drama, um filme de ação, e uma comédia, em iguais proporções; e muito bom em todas estas facetas. Woody Harrelson dá show no papel do cativante e enlouquecido sujeito que cisma que é um superherói e resolve sair às ruas combatendo o crime com a cara (literalmente, como poderão ver no filme) e a coragem (mais insanidade do que coragem, mas tudo bem). O filme é engraçado, sensível e emocionante, nas doses certas. E, principal, uma gratíssima surpresa para quem achou que tinha jogado os seis reais da locação pelo ralo. Indico e recomendo.
Não se deixe intimidar pela capa do DVD; ela parece nos querer fazer crer que trata-se de mais uma comédia pastelão descerebrada e descartável. É uma comédia, sim. Mas de se rir muito mais de nervoso e de desconforto do que qualquer outra coisa. Eu diria que é um drama, um filme de ação, e uma comédia, em iguais proporções; e muito bom em todas estas facetas. Woody Harrelson dá show no papel do cativante e enlouquecido sujeito que cisma que é um superherói e resolve sair às ruas combatendo o crime com a cara (literalmente, como poderão ver no filme) e a coragem (mais insanidade do que coragem, mas tudo bem). O filme é engraçado, sensível e emocionante, nas doses certas. E, principal, uma gratíssima surpresa para quem achou que tinha jogado os seis reais da locação pelo ralo. Indico e recomendo.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Tabela Sci-fi
Genial esta tabela comparando as características das diversas tribos de fãs de programas e filmes de ficção científica. Atenção especial para o hilário tópico sobre "fantasia sexual relacionada".via @serialcookies
segunda-feira, 8 de março de 2010
Buck deixando a desejar
Fui um fracasso como palpiteiro do Oscar deste ano. Só acertei quatro das nove principais indicações, as quatro dos atores e atrizes vencedores. Previ que o Oscar seria uma barbada para 'Avatar', e este tomou uma cipoada desclassificante do ótimo 'Guerra ao Terror', da agora oscarizada Kathryn Bigelow, filme que, aliás, você deve ter ouvido falar primeiro aqui, neste modesto bloguinho. Prometo tentar melhorar no próximo ano.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Em falta
Fatores extra-campo andam afetando minha presença aqui neste blog. Mas algumas providências já foram tomadas, e pretendo retomar a regularidade em breve. Vamos então colocar alguns assuntos em dia, já que desde sexta não apareço por aqui.
As semi-finais da Taça GB: Muito previsíveis, protocolares até, eu diria. Os pequenos que tentaram se assanhar - Olaria, Boavista e Madureira - foram devidamente depenados nas duas últimas rodadas e alijados da festa principal. Fla e Vasco a meu ver são os favoritos para fazer a final, mas serão dois jogos bem equilibrados. Mas existe aí um problema. No ano passado, na semi do sábado de carnaval, o Fla foi surpreendentemente eliminado pelo minúsculo Resende. Agora a situação é mais preocupante. O adversário é o Foguinho, um pouco menos minúsculo que o Resende. E o jogo é na quarta-feira de cinzas, ou seja, depois da folia. Como estará o Império do Amor após os tentadores e orgiásticos festejos de Momo? Temo por esta partida precisamente por esta questão. A conferir.
Lula x FHC: Alguém ainda aguenta esses dois batendo boca e comparando qual pau de quem é maior, quem fez mais do que quem? Nenhum dos dois é candidato, caralho, deixem os palanques para o Serra e a Dilma. Essa fogueira de vaidades vinda do FHC até pode se entender, já que muito pouca gente aqui no país reconhece seus méritos neste bom momento que vive o Brasil perante a comunidade internacional. Vindo do Lula, só entendo como profundo complexo de inferioridade. O cara é o cara, segundo Obama. Tem trocentos por cento de aprovação popular. É um verdadeiro darling da imprensa internacional e de alguns dos principais líderes do planeta. Mas continua nessa briga mesquinha com o FHC só porque o cara sabe ler e escrever e ele não. Quer saber, fodam-se os dois.
Filmes: Assisti a três muito bons nestes dias, não posso me furtar a falar sobre eles.
"O Fim da Escuridão", com Mel Gibson voltando a protagonizar um filme depois de oito anos (o último foi Sinais, do Shyamalan), é muito foda. A história, baseada num seriado de muito sucesso da tevê inglesa na década de 80, parece ter sido escrita para Mel Gibson. O personagem principal Thomas Craven é obstinado, implacável, mezzo maluco mezzo suicida, muito parecido com outros personagens clássicos feitos pelo ator, tipo Mad Max, o Riggs de Máquina Mortífera ou o Porter de O Troco. Aquele olhar mentalmente desequilibrado e o humor ferino (aqui reservado a menos momentos) estão lá, firmes e fortes, e garantem a chancela Gibson de qualidade. A direção de Martin Campbell é ótima, o filme é tenso e eletrizante nas doses exatas. Ray Winstone, numa partipação pequena mas importante, dá seu show à parte. 20 pratas muito bem gastas.
"Amor sem Escalas" já está mais do que badalado, é indicado a um monte de Oscars, e acho até que deve papar no mínimo um, o de Roteiro Adaptado. É um filmaço que, não fosse a avalanche Avatar, poderia muito bem fazer uma graça maior nas premiações. Me identifiquei muito com a personalidade do personagem principal interpretado brilhantemente por George Clooney (se ele beliscar o Oscar não será nenhuma surpresa), talvez por isso o filme tenha me deixado um pouco melancólico. Gostaria muito que Jason Reitman, o rapaz (ele tem 33 anos) que dirigiu esta pérola, e que já nos deu os excepcionais Juno e Obrigado Por Fumar, fosse o premiado pela academia; mas James Cameron vai passar por cima dele (e dos outros concorrentes) como um rolo compressor. Fica pra próxima, Ivan.
No DVD, vi ontem a melhor, a mais charmosa, mais divertida, e mais inteligente comédia romântica desde, sei lá, muito tempo. "(500) dias sem ela" é apaixonante, muito por conta da presença luminosa, quase sobrenatural, dessa perfeição que é a Zooey Deschanel. Descrevê-la é algo que não vou nem tentar, por achar que estarei sendo injusto. Um cara tentou fazer isso hoje no "Blog do Bonequinho" do Globo OnLine e se saiu relativamente bem, vale a olhada: http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/#264593. Voltando ao filme, é um pequeno diamante que foi lapidado com muito carinho por elenco e direção. Emociona e diverte sem jamais sequer resvalar na armadilha do pastelão ou do drama fácil. Impossível não se solidarizar com a paixão incondicional e as agruras vividas pelo Tom Hanson do ótimo Joseph Gordon-Levitt (o impagável Tommy Solomon de "3rd Rock from the Sun"). Não é para menos, esse amor ensandecido. Afinal, é a Zooey Deschanel.
As semi-finais da Taça GB: Muito previsíveis, protocolares até, eu diria. Os pequenos que tentaram se assanhar - Olaria, Boavista e Madureira - foram devidamente depenados nas duas últimas rodadas e alijados da festa principal. Fla e Vasco a meu ver são os favoritos para fazer a final, mas serão dois jogos bem equilibrados. Mas existe aí um problema. No ano passado, na semi do sábado de carnaval, o Fla foi surpreendentemente eliminado pelo minúsculo Resende. Agora a situação é mais preocupante. O adversário é o Foguinho, um pouco menos minúsculo que o Resende. E o jogo é na quarta-feira de cinzas, ou seja, depois da folia. Como estará o Império do Amor após os tentadores e orgiásticos festejos de Momo? Temo por esta partida precisamente por esta questão. A conferir.
Lula x FHC: Alguém ainda aguenta esses dois batendo boca e comparando qual pau de quem é maior, quem fez mais do que quem? Nenhum dos dois é candidato, caralho, deixem os palanques para o Serra e a Dilma. Essa fogueira de vaidades vinda do FHC até pode se entender, já que muito pouca gente aqui no país reconhece seus méritos neste bom momento que vive o Brasil perante a comunidade internacional. Vindo do Lula, só entendo como profundo complexo de inferioridade. O cara é o cara, segundo Obama. Tem trocentos por cento de aprovação popular. É um verdadeiro darling da imprensa internacional e de alguns dos principais líderes do planeta. Mas continua nessa briga mesquinha com o FHC só porque o cara sabe ler e escrever e ele não. Quer saber, fodam-se os dois.
Filmes: Assisti a três muito bons nestes dias, não posso me furtar a falar sobre eles.
"O Fim da Escuridão", com Mel Gibson voltando a protagonizar um filme depois de oito anos (o último foi Sinais, do Shyamalan), é muito foda. A história, baseada num seriado de muito sucesso da tevê inglesa na década de 80, parece ter sido escrita para Mel Gibson. O personagem principal Thomas Craven é obstinado, implacável, mezzo maluco mezzo suicida, muito parecido com outros personagens clássicos feitos pelo ator, tipo Mad Max, o Riggs de Máquina Mortífera ou o Porter de O Troco. Aquele olhar mentalmente desequilibrado e o humor ferino (aqui reservado a menos momentos) estão lá, firmes e fortes, e garantem a chancela Gibson de qualidade. A direção de Martin Campbell é ótima, o filme é tenso e eletrizante nas doses exatas. Ray Winstone, numa partipação pequena mas importante, dá seu show à parte. 20 pratas muito bem gastas.
"Amor sem Escalas" já está mais do que badalado, é indicado a um monte de Oscars, e acho até que deve papar no mínimo um, o de Roteiro Adaptado. É um filmaço que, não fosse a avalanche Avatar, poderia muito bem fazer uma graça maior nas premiações. Me identifiquei muito com a personalidade do personagem principal interpretado brilhantemente por George Clooney (se ele beliscar o Oscar não será nenhuma surpresa), talvez por isso o filme tenha me deixado um pouco melancólico. Gostaria muito que Jason Reitman, o rapaz (ele tem 33 anos) que dirigiu esta pérola, e que já nos deu os excepcionais Juno e Obrigado Por Fumar, fosse o premiado pela academia; mas James Cameron vai passar por cima dele (e dos outros concorrentes) como um rolo compressor. Fica pra próxima, Ivan.
No DVD, vi ontem a melhor, a mais charmosa, mais divertida, e mais inteligente comédia romântica desde, sei lá, muito tempo. "(500) dias sem ela" é apaixonante, muito por conta da presença luminosa, quase sobrenatural, dessa perfeição que é a Zooey Deschanel. Descrevê-la é algo que não vou nem tentar, por achar que estarei sendo injusto. Um cara tentou fazer isso hoje no "Blog do Bonequinho" do Globo OnLine e se saiu relativamente bem, vale a olhada: http://oglobo.globo.com/blogs/cinema/#264593. Voltando ao filme, é um pequeno diamante que foi lapidado com muito carinho por elenco e direção. Emociona e diverte sem jamais sequer resvalar na armadilha do pastelão ou do drama fácil. Impossível não se solidarizar com a paixão incondicional e as agruras vividas pelo Tom Hanson do ótimo Joseph Gordon-Levitt (o impagável Tommy Solomon de "3rd Rock from the Sun"). Não é para menos, esse amor ensandecido. Afinal, é a Zooey Deschanel.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Maldição?
Reprodução de um e-mail que acabei de receber de um amigo:
"Na história do cinema, existem muitos fatos assombrosos envolvendo a produção de filmes de grande sucesso. Por exemplo:
POLTERGEIST, O FENÔMENO
Circulou pela Internet algumas fotos com aparições estranhas de crianças no set de filmagens e que não eram atores nem ninguém do elenco, e sim espíritos que rondavam as filmagens. A garotinha loirinha que fez o papel da assombrada, morreu de forma misteriosa tempos depois.
O EXORCISTA
Além de vários acidentes sem explicação durante as filmagens, Linda Blair, a atriz que interpretou a garotinha encapetada, nunca mais emplacou nenhum papel de destaque no cinema, sendo chamada somente para filmes de terceira categoria.
O CORVO
Neste filme, Brandon Lee, filho de Bruce Lee, interpreta um morto vivo que volta do além para vingar sua morte e de entes queridos. Algum tempo depois, na gravação de outro filme, levou um tiro de verdade no peito, que era para ser de festim. Até hoje, é um caso sem solução.
LULA, O FILHO DO BRASIL
Este filme foi produzido para mostrar a vida humilde do homem de 9 dedos, e de como ele chegou "com muiiiiiito trabalho honesto ao poder". Na semana passada , o Portal UOL divulgou notícia dizendo que o ator que interpretou o "GRANDE MOLUSCO" está desempregado, e recentemente o diretor do filme, Fábio Barreto, sofreu um grave acidente no Rio de Janeiro, e agora, está em estado gravíssimo........
TÁ VENDO GENTE.......
É NISSO QUE DÁ MEXER COM O COISA RUIM !!!!!!"
A imagem acima não veio no e-mail. Foi iniciativa minha mesmo.
"Na história do cinema, existem muitos fatos assombrosos envolvendo a produção de filmes de grande sucesso. Por exemplo:
POLTERGEIST, O FENÔMENO
Circulou pela Internet algumas fotos com aparições estranhas de crianças no set de filmagens e que não eram atores nem ninguém do elenco, e sim espíritos que rondavam as filmagens. A garotinha loirinha que fez o papel da assombrada, morreu de forma misteriosa tempos depois.
O EXORCISTA
Além de vários acidentes sem explicação durante as filmagens, Linda Blair, a atriz que interpretou a garotinha encapetada, nunca mais emplacou nenhum papel de destaque no cinema, sendo chamada somente para filmes de terceira categoria.
O CORVO
Neste filme, Brandon Lee, filho de Bruce Lee, interpreta um morto vivo que volta do além para vingar sua morte e de entes queridos. Algum tempo depois, na gravação de outro filme, levou um tiro de verdade no peito, que era para ser de festim. Até hoje, é um caso sem solução.
LULA, O FILHO DO BRASIL
Este filme foi produzido para mostrar a vida humilde do homem de 9 dedos, e de como ele chegou "com muiiiiiito trabalho honesto ao poder". Na semana passada , o Portal UOL divulgou notícia dizendo que o ator que interpretou o "GRANDE MOLUSCO" está desempregado, e recentemente o diretor do filme, Fábio Barreto, sofreu um grave acidente no Rio de Janeiro, e agora, está em estado gravíssimo........
TÁ VENDO GENTE.......
É NISSO QUE DÁ MEXER COM O COISA RUIM !!!!!!"
A imagem acima não veio no e-mail. Foi iniciativa minha mesmo.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Minhas apostas
E saíram as indicações para o Oscar. Tudo muito previsível. A quem interessar possa, aí vão minhas apostas:Melhor Filme: Avatar
Melhor Direção: James Cameron
Melhor Ator: Jeff Bridges
Melhor Ator Coadjuvante: Cristoph Waltz
Melhor Atriz: Sandra Bullock
Melhor Atriz Coadujante: Mo'nique
Melhor Roteiro: Bastardos Inglórios
Melhor Roteiro Adaptado: Amor sem Escalas
Melhor Animação: Coraline
No dia 7 de março saberemos o quanto sou bom nesse troço de palpite.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Lula, o Mico do Brasil
A cinebio do nosso cultuado presidente molusco foi assistida até agora por 650 mil desequil... oops, quer dizer, espectadores. Seria um número até respeitável. Só que nuncanahistoriadestepais um filme custou tanto dinheiro, e as expectativas mais modestas de produtores e marketeiros do governo falavam em dois milhões de espectadores só nos cinemas, sem contar todas as exibições gratuitas que reunirão pé-rapados e usuários do Bolsa-Família em cada recôndito recanto deste país ao longo do ano, tudo financiado vocês sabem muito bem por quem: nós. Não consigo disfarçar minha felicidade em relação ao fraco desempenho de bilheteria desta magnífica obra de cinema-propaganda. Enquanto há vida, há esperança.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Globos dourados
E ontem também teve entrega dos Golden Globe para os melhores do cinema e da tevê americanas. Repetirei aborrecidamente aqui o que TODAS as publicações falam: sim, é considerada a maior prévia para o Oscar. Sendo assim, preparem-se para uma overdose de Avatar. Levou melhor diretor e filme, e deve levar um belo punhado de categorias técnicas. Como Jim Cameron é um cara legal e metade do filme dele é em animação, os prêmios de atuação ele gentilmente deixou que fossem distribuídos entre os pobres concorrentes restantes. Ontem, as premiações foram totalmente óbvias e esperadas. Eu e Rubens Ewald Filho acertamos quase todas, é só conferir na minha "transmissão" pelo Twitter. Avatar, Cameron, Meryl Streep, Sandra Bullock, Hangover, Glee, Cristoph Waltz, Robert Downey Jr, Alec Baldwin, era tudo pule de dez, e todas mais do que merecidas. Me surpreenderam um pouco as premiações de Jeff Bridges, Kevin Bacon(????) e Drew Barrymore, mas amo os três, então está tudo certo. O destaque negativo veio para a total ausência de prêmios para True Blood, Two and a Half Men e The Big Bang Theory, minhas séries prediletas atualmente. Mad Men, que ganhou melhor série dramática (de novo), acho chatíssima, já tentei ver e não consigo engolir. Glee, que levou a de melhor série cômica, era favorita, já passa no Brasil, mas esta história de ser musicada, sei lá, tenho um certo preconceito. Juro me redimir e tentar assistir em alguma oportunidade.
Mas o que mais me chamou atenção na noite de ontem foi o que chamei no Twitter de Maravilhas da Medicina Moderna. Provectas senhoras, já em idade de se dedicar ao tricô e às palavras cruzadas, apareceram no palco enxutíssimas, como se tivessem sido tratadas digitalmente pela equipe de James Cameron em Avatar. Será que já conseguem usar Photoshop em transmissões ao vivo? Cher parecia mãe de Cristina Aguilera, quando na verdade tem idade de ser sua bisavó. Helen Mirren estava quase tão deslumbrante quanto da primeira vez que a vi, em Excalibur, quase trinta anos atrás. E muito mais chique e classuda, é bom que se diga. E os peitos de Sophia Loren, que, aos 328 anos, ainda conseguem chegar meia hora antes dela nos lugares? Neste caso, congratulações também ao estilista/figurinista que escolheu vestido e soutien; eles, juntos, fizeram às vezes de uma verdadeira obra de engenharia, tal o peso que precisaram ser capazes de sustentar.
Agora é aguardar o Oscar. Que só não se promete mais previsível porque teremos a a dupla Alec Baldwin e Steve Martin dividindo a apresentação do evento. Garantia de muitas risadas, e de zoação generalizada e de boa qualidade.
Mas o que mais me chamou atenção na noite de ontem foi o que chamei no Twitter de Maravilhas da Medicina Moderna. Provectas senhoras, já em idade de se dedicar ao tricô e às palavras cruzadas, apareceram no palco enxutíssimas, como se tivessem sido tratadas digitalmente pela equipe de James Cameron em Avatar. Será que já conseguem usar Photoshop em transmissões ao vivo? Cher parecia mãe de Cristina Aguilera, quando na verdade tem idade de ser sua bisavó. Helen Mirren estava quase tão deslumbrante quanto da primeira vez que a vi, em Excalibur, quase trinta anos atrás. E muito mais chique e classuda, é bom que se diga. E os peitos de Sophia Loren, que, aos 328 anos, ainda conseguem chegar meia hora antes dela nos lugares? Neste caso, congratulações também ao estilista/figurinista que escolheu vestido e soutien; eles, juntos, fizeram às vezes de uma verdadeira obra de engenharia, tal o peso que precisaram ser capazes de sustentar.
Agora é aguardar o Oscar. Que só não se promete mais previsível porque teremos a a dupla Alec Baldwin e Steve Martin dividindo a apresentação do evento. Garantia de muitas risadas, e de zoação generalizada e de boa qualidade.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Férias: antepenúltimo dia
Eu sei que tudo que é bom dura pouco, mas assim também é ridículo. Mal iniciei o processo de descompressão do trabalho e já está quase na hora de voltar. Assim, no ocaso de meu merecido descanso, resolvi fazer alguma coisa interessante da minha segunda-feira. "Sherlock Holmes" me pareceu boa opção.
Saí de casa um pouco mais cedo para dar tempo de tomar o protocolar chopp no Belmonte antes de entrar no cinema. Já na pista para pegar o táxi, vi que esqueci de colocar o relógio. Olhei para a imensa calçada que me separava do meu prédio, pensei no elevador que teria que esperar chegar, no corredor até a porta, no longo caminho até o quarto, etc, e tudo isso me deu uma preguiça enorrrrme de voltar em casa. Tomei todo este processo como um sinal dos céus de que deveria comprar um relógio novo, imediatamente. Sim, este é exatamente o tipo de desprezo e descaso que tenho com meu parco dinheirinho. Decidi, então, ir caminhando até o cinema - uns doze quarteirões num escaldante sol de 35 graus, não sei onde estava com a cabeça - e dar uma olhada nas lojas para ver se achava um reloginho com a minha cara. Descobri uma coisa interessante. Sapatos fazem muito mais sucesso que relógios. No caminho me deparei com umas 73 lojas de sapatos, a maioria coalhada de consumidores ávidos a utilizar seu cartão de crédito. Lojas que vendem relógios, se encontrei cinco foi muito. E com uma preocupante presença de teias de aranha nas vitrines. Percebi claramente que em Copacabana ninguém mais está interessado em ver as horas. Ou pelo menos em ver as horas com o mínimo de estilo.
Toda esta busca vã pelo meu mais novo símbolo de status e consumismo me fez chegar "apenas" meia hora antes na bilheteria do cinema. Digo apenas porque ir ao cinema hoje em dia deixou de ser um processo simples como era antigamente. Algumas coisas contribuíram decisivamente para isso. Em especial esse ridículo procedimento de lugares marcados para sentar. Uma das coisas mais saudáveis e emocionantes de ir ao cinema era descobrir onde sentar. E depois mudar de lugar na hora em que bem quisesse se alguém muito espaçoso, chato, malcheiroso ou criança sentasse a seu lado. Pois isso tudo acabou. A gente tem que escolher com antecedência onde vai sentar. Isso elevou a categoria da fila do cinema ao mesmo patamar de bancos e agências do INSS. O processo de decidir onde sentar pode parecer simples a você, homem, classe média, nivel sócio-cultural mediano, razoavelmente bem alimentado na infância. Mas se você é uma mulher, classe média alta, com mais de sessenta anos, decidir onde sentar é tão difícil e merecedor de ponderação quanto escolher o cirurgião plástico de sua próxima lipoaspiração. E assim, filas do cinema andam na inversa proporção da quantidade de velhinhas endinheiradas nela contidas. O fato é que, contando a fila para comprar ingresso e a fila para comprar um refrigerante - velhinhas comprando e tentando carregar combos de refri e pipoca merecem um capítulo à parte, tratarei deste hilário momento circense em outra ocasião - entrei na sala em cima da hora da sessão. Fui contemplado com duas agradáveis companhias femininas dos dois lados. Simpáticas, silenciosas, e de gestos contidos. O melhor tipo de vizinho de cadeira. Com este talento, deviam alugar sua companhia para caras pentelhos como eu poderem ir ao cinema com uma garantia mínima de qualidade. Iam ganhar um troco.
E "Sherlock"? Mal 2010 começou e já ganhamos um forte candidato a melhor filme do ano. Mas e Avatar, perguntaria você, leitor atento do meu blog que lembrou que babei neste filme alguns post abaixo? Eu só o vi em 2010, mas Avatar tecnicamente é de 2009. Então não conta. O "Sherlock" do ex-marido da Madonna, Guy Ritchie, é ótimo. Eletrizante, divertido, e muito bem feito, me lembrou muito os filmes da série "Máquina Mortífera", repetido a clássica fórmula da dupla de detetives diferentes que se completam. Downey Jr e Law estão perfeitos em seus papéis, e a química entre os dois é tão forte que beira o homossexualismo. Ambos têm um interesse romântico no filme, mas a ligação entre os dois deixam as meninas em claro segundo plano. Um vilão bacana e uma história que mistura magia e corrupção completam o competente quadro. E a presença camuflada, depois estratégica e despretensiosamente relevada, do arquinimigo histórico de Holmes nos livros, o Professor Moriarty, quase nos garante uma continuação. Ainda bem. Nasce uma nova franquia de sucesso.
Saí de casa um pouco mais cedo para dar tempo de tomar o protocolar chopp no Belmonte antes de entrar no cinema. Já na pista para pegar o táxi, vi que esqueci de colocar o relógio. Olhei para a imensa calçada que me separava do meu prédio, pensei no elevador que teria que esperar chegar, no corredor até a porta, no longo caminho até o quarto, etc, e tudo isso me deu uma preguiça enorrrrme de voltar em casa. Tomei todo este processo como um sinal dos céus de que deveria comprar um relógio novo, imediatamente. Sim, este é exatamente o tipo de desprezo e descaso que tenho com meu parco dinheirinho. Decidi, então, ir caminhando até o cinema - uns doze quarteirões num escaldante sol de 35 graus, não sei onde estava com a cabeça - e dar uma olhada nas lojas para ver se achava um reloginho com a minha cara. Descobri uma coisa interessante. Sapatos fazem muito mais sucesso que relógios. No caminho me deparei com umas 73 lojas de sapatos, a maioria coalhada de consumidores ávidos a utilizar seu cartão de crédito. Lojas que vendem relógios, se encontrei cinco foi muito. E com uma preocupante presença de teias de aranha nas vitrines. Percebi claramente que em Copacabana ninguém mais está interessado em ver as horas. Ou pelo menos em ver as horas com o mínimo de estilo.
Toda esta busca vã pelo meu mais novo símbolo de status e consumismo me fez chegar "apenas" meia hora antes na bilheteria do cinema. Digo apenas porque ir ao cinema hoje em dia deixou de ser um processo simples como era antigamente. Algumas coisas contribuíram decisivamente para isso. Em especial esse ridículo procedimento de lugares marcados para sentar. Uma das coisas mais saudáveis e emocionantes de ir ao cinema era descobrir onde sentar. E depois mudar de lugar na hora em que bem quisesse se alguém muito espaçoso, chato, malcheiroso ou criança sentasse a seu lado. Pois isso tudo acabou. A gente tem que escolher com antecedência onde vai sentar. Isso elevou a categoria da fila do cinema ao mesmo patamar de bancos e agências do INSS. O processo de decidir onde sentar pode parecer simples a você, homem, classe média, nivel sócio-cultural mediano, razoavelmente bem alimentado na infância. Mas se você é uma mulher, classe média alta, com mais de sessenta anos, decidir onde sentar é tão difícil e merecedor de ponderação quanto escolher o cirurgião plástico de sua próxima lipoaspiração. E assim, filas do cinema andam na inversa proporção da quantidade de velhinhas endinheiradas nela contidas. O fato é que, contando a fila para comprar ingresso e a fila para comprar um refrigerante - velhinhas comprando e tentando carregar combos de refri e pipoca merecem um capítulo à parte, tratarei deste hilário momento circense em outra ocasião - entrei na sala em cima da hora da sessão. Fui contemplado com duas agradáveis companhias femininas dos dois lados. Simpáticas, silenciosas, e de gestos contidos. O melhor tipo de vizinho de cadeira. Com este talento, deviam alugar sua companhia para caras pentelhos como eu poderem ir ao cinema com uma garantia mínima de qualidade. Iam ganhar um troco.
E "Sherlock"? Mal 2010 começou e já ganhamos um forte candidato a melhor filme do ano. Mas e Avatar, perguntaria você, leitor atento do meu blog que lembrou que babei neste filme alguns post abaixo? Eu só o vi em 2010, mas Avatar tecnicamente é de 2009. Então não conta. O "Sherlock" do ex-marido da Madonna, Guy Ritchie, é ótimo. Eletrizante, divertido, e muito bem feito, me lembrou muito os filmes da série "Máquina Mortífera", repetido a clássica fórmula da dupla de detetives diferentes que se completam. Downey Jr e Law estão perfeitos em seus papéis, e a química entre os dois é tão forte que beira o homossexualismo. Ambos têm um interesse romântico no filme, mas a ligação entre os dois deixam as meninas em claro segundo plano. Um vilão bacana e uma história que mistura magia e corrupção completam o competente quadro. E a presença camuflada, depois estratégica e despretensiosamente relevada, do arquinimigo histórico de Holmes nos livros, o Professor Moriarty, quase nos garante uma continuação. Ainda bem. Nasce uma nova franquia de sucesso.
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Boneca inflável 2.0
Primeiro "robô do sexo" é exibido em feira adulta nos EUARoxxxy TrueCompanion é a primeira robô com inteligência artificial que pode fazer sexo com seu usuário e, a quem ela conhece pelo nome. Se tocada, dependendo do perfil feminino escolhido por seu dono, ela pode até ter um orgasmo, graças a sensores espalhados por seu corpo. A "primeira robô do sexo" pode conversar, ouvir, falar, sentir o seu toque e até ser sua amiga e companheira. O projeto, desenvolvido pela True Companion, foi criado por Douglas Hines, um ex-pesquisador do Bell Labs que vem trabalhando em com conceitos de inteligência artificial desde 1993. Roxxxy foi desenvolvida e aprimorada nos últimos dois anos e meio. Segundo a fabricante, existem cinco perfis de personalidade para Roxxxy: Frigid Farrah (tímida e reservada), Wild Wendy (aventureira), S&M Susan (sadomasoquista), Young (garota de 18 anos) e Mature Martha (que vai "te ensinar" algumas coisas). Novos perfis, entretanto, poderão ser criados e compartilhados online, em uma rede social a ser lançada.
Esta notícia me remete a um passado remoto, mas, pelo visto, visionário. Os mais provectos, como eu, devem lembrar de um filminho de ação erótico-futurista que fez relativo sucesso no fim dos 80, estrelado pela então gostosíssima Melanie Griffith, chamado Cherry 2000. Nesta sci-fi, mulheres haviam sido parcialmente substituídas (cuidado, meninas, vocês podem estar fazendo algo errado) por réplicas cibernéticas perfeitas, cujas personalidades, dotes físicos e habilidades pessoais e sexuais eram inteiramente moldadas pelos seus donos. O modelo Cherry 2000 era a top de linha, o estado da arte destas robôs-escravas do lar. Será Roxxxy uma primeira versão de Cherry?
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Dia 3 - Avatar
Este álbum aí em cima, "Yessongs", foi um dos meus favoritos na adolescência. Sempre me referi a ele como "um baseado sonoro". Escutá-lo para mim era o equivalente a fumar um senhor beck. Fumar um, escutando-o, essa, então, era uma experiência quase transcedental. O tempo passou, o rock progressivo tornou-se apenas uma referência musical arqueológica. Ontem vi Avatar, em 3D. Senti-me ouvindo "Yessongs" novamente. E não falo somente de uma sensação "espiritual". As referências visuais de Avatar remetem diretamente aos trabalhos de Roger Dean, artista viajandão que desenhava as psicodélicas capas do Yes, tipo as da composição apresentada acima (capa, contracapa, e ilustrações internas deste memorável album triplo). Não sei se James Cameron é um fã do Yes. Talvez Roger Dean tenha até participado da concepção visual do filme, o cara está por aí, vivão, pelo que me conste. Se não participou, devia pensar seriamente em morder um capilé do Jim Cameron, acho difícil que esta identificação de estilos tenha sido mera coincidência.Falando agora especificamente de Avatar. É, definitivamente, um trabalho de James Cameron. Impressionante, grandioso, visualmente belíssimo. Como cinema, avaliando roteiro, direção, atuações, estes "meros" detalhes que compõem um filme, dou nota 8 pra ele. É um bom filme. Como experiência cinematográfica, dou 10, com louvor e menção honrosa. Avatar é espantoso. Inacreditável. Inesquecível. É um marco na história do cinema no que diz respeito a efeitos visuais. Esta nova tecnologia 3D é espetacular. Fiquei assombrado em várias cenas. Num dado momento, parecia que as brasas e as cinzas do fogo que crepitava na tela estavam à minha volta, e se eu estendesse as mãos poderia senti-las. O universo "rogerdeaneano" criado por Cameron é tão crível e maravilhoso que se ele colocasse a venda pacotes de viagem para conhecer Pandora um monte de trouxa ia cair nessa.
Um amigo meu havia me aconselhado a, antes de ver Avatar, fumar unzinho (ou melhor, unzão). Pena que não segui tão sábio aviso. Teria sido uma viagem muito mais louca, realmente. Acho até que vou fazer isso, e levar o IPod carregado de "Yessongs". Meu avatar vai flutuar na cadeira do cinema.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Presente do divino
Direto do Eva Nice Dreams, blog de um gajo que entende do riscado:
E eu aqui duvidando da existência de Deus.
E eu aqui duvidando da existência de Deus.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Marqueteiro ousado
Essa eu catei no ótimo blog Update or Die. Uma incrível, criativa, mas muuuuito invasiva campanha de divulgação feita pela IKEA na ocasião de lançamento de seu catálogo de 2009.
Na qualidade de cinéfilo, se estou no cinema vendo esses filmes, ia ficar puto. Mas como velho lobo do varejo, achei a campanha do caralho.
Na qualidade de cinéfilo, se estou no cinema vendo esses filmes, ia ficar puto. Mas como velho lobo do varejo, achei a campanha do caralho.
Duelo de titãs
Quem lê meu blog sabe que me amarro numa premiação. Em especial de cinema. Saíram ontem os indicados ao Globo de Ouro 2010, e eu já tenho minhas preferências. True Blood em melhor série drama é a principal delas. Em Melhor Filme, vi Bastardos Inglórios e Guerra ao Terror. Ambos ótimos, já postei sobre os dois no blog, aqui e aqui. Dois outro concorrentes são pesos pesados: o arrasa-quarteirão "Avatar", e o novo do George Clooney, "Amor sem Escalas", que abiscoitou seis indicações no total. Mas é na categoria direção que o bicho vai pegar. É briga de cachorro grande. Os três distintos senhores aí de cima já são lendas do cinema: quando James Cameron, Clint Eastwood e Quentin Tarantino disputam um mesmo prêmio, tudo pode acontecer. Correndo por fora, Kathryn Bigelow, pelo já supra citado Guerra ao Terror, e Jason Reitman, por "Amor sem Escalas". Isso é que win-win situation. Pra quem for a estatueta, está bem dada. Mas, Tarantino que não me ouça, vou traí-lo desta vez (normalmente ele conta com minha torcida). Prefiro que esse menino Jason Reitman leve. O cara é muito fera. Ficou conhecido ao dirigir o excelente "Obrigado por fumar". Ganhou fama e concorreu ao Oscar pelo delicioso "Juno". E agora, pelo que tudo indica, voltou a fazer um belo trabalho em "Amor sem Escalas". Pintou mais um gênio na parada. Meu voto é dele.
domingo, 13 de dezembro de 2009
A guerra como ela é
Segui uma dica do blog da Ana Maria Bahiana e me dei bem. Repasso-a aqui a vocês:
O nome infeliz com que a distribuidora brasileira batizou este filmaço provavelmente desanimou muita gente a alugá-lo. Tanto que ele jamais frequentou as prateleiras principais das locadoras e é praticamente desconhecido por aqui. Mas "The Hurt Locker", digo isso sem medo de errar, já faz parte da minha galeria de melhores filmes de guerra de todos os tempos. A diretora, Kathryn Bigelow, é uma especialista em adrelina - lembram do ótimo "Point Break", com Keanu Reeves e Patrick Swayze? Pois esse é o tema central do filme, a adrenalina em tempos de guerra. A trama, passada no Iraque, acompanha as últimas missões de uma equipe cuja principal especialidade é desarmar bombas e evitar atentados terroristas. A guerra aqui é árida, violenta, porém humana. A direção brilhante de Bigelow é delicada, quase documental, e não cai um minuto sequer na tentação de se utilizar daquelas pataquadas patrióticas que a maioria dos filmes americanos do gênero adoram explorar. O elenco principal está excelente; mas a cereja no bolo são as participações, pequenas, mas interessantíssimas, de atores do primeiro time de Hollywood, como Ralph Fiennes, Guy Pearce, David Morse e Evangeline Lilly, a Katherine, de Lost. Em resumo, um grande filme. Podem confiar. SPOILER ALERT: Duas das cenas do filme são especialmente espetaculares. Uma tocaia que termina num embate de morte entre snipers iraquianos e americanos, e uma incursão a um cativeiro que culmina no desarme de um cadáver-bomba. Eletrizantes.
P.S.: Quero deixar bem claro que fiz este post antes disto aqui: http://bit.ly/7BwZXt
Acho bom vocês começarem a me levar a sério daqui por diante.

O nome infeliz com que a distribuidora brasileira batizou este filmaço provavelmente desanimou muita gente a alugá-lo. Tanto que ele jamais frequentou as prateleiras principais das locadoras e é praticamente desconhecido por aqui. Mas "The Hurt Locker", digo isso sem medo de errar, já faz parte da minha galeria de melhores filmes de guerra de todos os tempos. A diretora, Kathryn Bigelow, é uma especialista em adrelina - lembram do ótimo "Point Break", com Keanu Reeves e Patrick Swayze? Pois esse é o tema central do filme, a adrenalina em tempos de guerra. A trama, passada no Iraque, acompanha as últimas missões de uma equipe cuja principal especialidade é desarmar bombas e evitar atentados terroristas. A guerra aqui é árida, violenta, porém humana. A direção brilhante de Bigelow é delicada, quase documental, e não cai um minuto sequer na tentação de se utilizar daquelas pataquadas patrióticas que a maioria dos filmes americanos do gênero adoram explorar. O elenco principal está excelente; mas a cereja no bolo são as participações, pequenas, mas interessantíssimas, de atores do primeiro time de Hollywood, como Ralph Fiennes, Guy Pearce, David Morse e Evangeline Lilly, a Katherine, de Lost. Em resumo, um grande filme. Podem confiar. SPOILER ALERT: Duas das cenas do filme são especialmente espetaculares. Uma tocaia que termina num embate de morte entre snipers iraquianos e americanos, e uma incursão a um cativeiro que culmina no desarme de um cadáver-bomba. Eletrizantes.
P.S.: Quero deixar bem claro que fiz este post antes disto aqui: http://bit.ly/7BwZXt
Acho bom vocês começarem a me levar a sério daqui por diante.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O filme mais bacana do ano
O produtor, diretor e roteirista Richard Curtis é especialista em fazer filmes para deixar a gente feliz. Só para citar os mais conhecidos, Quatro Casamentos e um Funeral, Um Lugar Chamado Nothing Hill, os dois Bridget Jones e Simplesmente Amor. Ou seja, o cara tem o amor no coração, definitivamente. E ele acertou de novo, na mosca. Fez o filme mais legal do ano, disparado. Meninos e meninas, não percam, sob nenhuma circunstâcia, Os Piratas do Rock (The Boat That Rocked).
O elenco é precioso. A história, deliciosa. Os personagens, irresistíveis. A trilha sonora, fantástica. Depois de ver um filme destes você renova suas esperanças na humanidade e torna a acreditar que o mundo é um lugar legal pra se viver. Hoje vou dormir feliz.
O elenco é precioso. A história, deliciosa. Os personagens, irresistíveis. A trilha sonora, fantástica. Depois de ver um filme destes você renova suas esperanças na humanidade e torna a acreditar que o mundo é um lugar legal pra se viver. Hoje vou dormir feliz.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Feliz Dia do Zumbi!
domingo, 8 de novembro de 2009
Bastardos
Finalmente ontem consegui abrir um espaço de quatro horas na minha agenda repleta de compromissos sociais e profissionais e fui ver, com um indesculpável atraso de um mês, o mais recente filme de Quentin Tarantino, "Inglorious Basterds". Antes de falar no filme propriamente dito, quero abordar algumas questões sobre a experiência sociológica marcante que foi esta aparentemente simples e corriqueira ida ao cinema.Rio, 39 graus, no temerário horário de verão de 02:00 PM, estava eu a caminho do Cinemark, no Botafogo Praia Shopping. Acordei especialmente bem humorado e, por conseguinte, senti-me munido de extrema tolerância e de uma sensação de paz que me permitiria lidar razoavelmente com as indiossincrasias populares. Afinal, Tarantino sempre vale um sacrifício extra. Já sabia que almoçar em meio a uma horda de crianças famintas e maleducadas e seus pais desesperados e não menos maleducados seria inevitável. Não enfrentar uma fila homérica para comprar o ingresso também estava fora de questão. Preparei-me adequadamente para todos estes percalços. Cheguei vinte munutos antes do que poderia porque sabia que a fila do elevador teria aquelas 256 pessoas regulares, e eu teria que subir os longos e tediosos oito andares de escada rolante. Estava correto, as usual. Meio zonzo de tanto subir em círculos, cheguei ao cume do shopping. Fui para a fila da bilheteria. O corredor/curral que o Cinemark faz para tentar mostrar a seus selvagens frequentadores que aquilo deverá ser uma fila única é um labirinto de mais ou menos uns 80 metros. Já tonto pelo caracol de escadas rolantes, tentar seguir aquele ziguezague de fitas e pilares e mais inglório que os bastardos do filme que eu iria assistir. Claro que, como todo mundo, ignorei o curralzinho e passei por debaixo das fitas, o que para mim não foi tão simples como para as oito crianças que passaram à minha frente antes que eu chegasse ao fim da fila. Da próxima vez levo uma tesoura de cortar grama e mando aquelas fitas para o caralho. Ingresso na mão, tentei almoçar. Havia comida: lugares disponíveis, não. Tive que esperar um pouco. Fui para um canto, onde calculei que a possibilidade de ser abalroado por uma criança equilibrando uma bandeja cheia de yakisoba e Guaravita seria pequena. Fui bem sucedido, minha camisa verde-limão saiu de lá incólume. Esperei pouco, uns dez minutos, mas pareceu no mínimo meia-hora. Meu protegido recanto lamentavelmente não era contemplado pelo delicado sistema de condicionamento de ar local. Até vagar uma mesa, suei tanto que quase tive que recorrer a soro caseiro com gosto de lágrima para não desidratar. Três litros se foram, e consegui uma mesa. Fui até a fila do chinês (mais uma), servi-me de arroz colorido e tempura de peixe. O arroz colorido estava uma merda, não sei como conseguiram. Felizmente o tempura estava bom, e me deu a sustança necessária para encarar as três horas de projeção do filme. Dirigi-me então ao cinema, não com o humor intacto, mas ainda calmo. Estranhamente, não havia qualquer fila para entrar. Faltavam apenas quinze minutos para o início da minha sessão. Entreguei meu ingresso à bilheteira. Fui informado que o cinema ainda não estava aberto. OK. Olhei à minha volta, vi uma espécie de lounge com algumas poltronas, e, contrariando todas as espectativas, havia algumas vagas. Tornei a olhar em volta. Achei que era alguma pegadinha, tipo câmera escondida. Desconfiado, fui até o lounge, e me sentei em uma delas, de costas para a entrada do cinema. Resolvi relaxar jogando um pokerzinho no meu blackberry. Em dez minutos perdi uns três mil dinheiros. Virei de costas para ver se já haviam liberado a entrada. Tinha uma fila de umas quarenta pessoas. Não sei de onde elas saíram. Passaram por trás de mim totalmente despercebidas. Ou eu estava muito absorto em meu joguinho ou tratava-se de alguma promoção especial do Cinemark para ninjas cinéfilos. Fui correndo para a fila, antes que ela triplicasse de tamanho com soldados GI Joe descendo em cordas pelo teto, ou com mortos-vivos surgindo pelo piso do shopping. Já na sala, devidamente aboletado no assento G8, vivi aqueles momentos de tensão que antecedem o início da projeção. Com esta história de lugares marcados (odeio isso), a gente nunca sabe se vai conseguir sentar sem ninguém ao lado. Mesmo comprando a entrada um pentelhésimo de segundo antes do ínicio do filme, sempre corremos o risco de aparecer algum desinfeliz carente que quer passar as próximas duas horas roçando o braço no escurinho com um completo desconhecido. Comecei a sentir calor, mas atribuí a esta sensação pré-projeção. Tocava uma seleção musical chatíssima, uma homenagem a Noel Rosa, nada adequada a fãs de Tarantino, acostumados às geniais trilhas sonoras do diretor. Com atraso de uns três minutos, as luzes se apagaram. Ninguém sentou ao meu lado. Sorri interiormente. Deu-se início então a uma interminável sequência de trailers. Nunca vi tantos trailers antes da exibição de um filme. Durou uma eternidade. Lembrou-me a época em que os curtas metragens eram obrigatórios e nos impingiam cada lixo que custávamos a acreditar que alguém são pudesse perder tempo fazendo um coisa daquelas. E, detalhe, o calor aumentava. Comecei a perceber que o ar não estava tão condicionado como deveria. E isso não era bom, muito em função de que estávamos numa sala fechada, no último andar de um edifício em frente à praia e que fazia quarenta graus Celsius lá fora. Previ que as próximas três horas seriam longas. Meu humor começou a piorar. De repente, a bomba. Surge na tela, imponente, o trailer de "Lula, o filho do Brasil". Passar o trailer desta "produção" antes de um filme de Tarantino é a mesma coisa que programarem um trailer do próximo lançamento pornô das "Brasileirinhas" antes de um filme sobre a vida da Madre Tereza de Calcutá. É de extremo mau gosto, e muito ofensivo aos espectadores. Sentindo-me o Little Alex em Laranja Mecânica quando, em seu tratamento, foi obrigado a ver cenas atrozes com grampos que impediam que ele fechasse seus olhos, fui submetido a uma inimaginável sessão de tortura que me permitiu perceber a lavagem cerebral que esta peça de propaganda fará nas pobres mentes que a ela serão expostas, não coincidentemente, em janeiro do ano que vem, bem no início da campanha para as eleições presidenciais. Amigos, tenha medo deste filme. Entre a vontade de sair correndo, a ânsia de vômito, e a insuportável sensação de vergonha alheia de ver mãe e filha Pires pagarem o inacreditável mico de participarem de tal palhaçada, fui acometido de uma epifania. Agora entendo Dilma e seus pares, em seus arroubos guerrilheiros da década de 60 e 70. Também eu, naquele momento, cogitei pegar em armas. Tive medo que aquela experiência ultrajante estragasse meu filme, meu sábado, meu fim de semana, meu fim de ano, meu 2010, meus próximos quatro anos. Mas como a propaganda molusca mesmo diz, sou brasileiro, não desisto nunca. Vou me irritar muito ainda com este maldito filme, não vou ficar me torturando desde já. Decidi abstrair. Fui ajudado pelo melhor teaser de filme que vi nos últimos tempos. Um hilário filmete com mãe e filha no cinema, assistindo ao badalado "Lua Nova", e a mãe, excitadíssima, tecendo loas ao abdomen sarado de um dos lobisomens do filme. Genial. Aí, finalmente, botaram Tarantino pra tocar.
O filme? É um Tarantino, na veia. Um ótimo Tarantino. Não é um Pulp Fiction. Mas é muito melhor que Jackie Brown, e no mesmo nível de Kill Bill. Está tudo ali. Os diálogos afiados, a trilha sonora marcante, as cenas antológicas, os personagens bizarros, as situações inusitadas, as sequências ultraviolentas. Tarantino, definitivamente, é meu cineasta predileto. Essa mistura de cultura pop com os gêneros clássicos do cinema é a minha cara. Por isso, sou suspeitíssimo para comentar o trabalho deste cara. Mas faço mesmo asssim. Se não fôsse o calor insuportável que estava fazendo, as três horas de projeção passariam deliciosamente. A sucessão de cenas, conexas mas quase independentes, fluem fácil, e o que poderia ficar prolixo na mão de outro, aqui só diverte. Brad Pitt é o melhor ator bonito da história do cinema. Marlon Brando é o caralho. Esse cara faz comédia, ação, drama, romance, muda de cara e de forma e é sempre impecável. Seu Lt. Alan Raine é engraçadíssimo; o cinema vem abaixo na cena em que ele, com seu forte sotaque caipira americano, se mete a falar italiano. Mas um cara, para mim um completo desconhecido, pega o filme, põe debaixo do braço, e diz este é meu. O camarada da foto lá em cima, o ator austríaco Christoph Waltz, está monstruoso na pele do Coronel da SS Hans Landa, da primeira a última cena. Se ele não ganhar o Oscar de Melhor Coadjuvante (coadjuvante que ele não é, já que aparece mais do que qualquer outro no filme, talvez não em tempo, mas certamente em atuação) rasgo a minha carteirinha da Academia. Ele consegue ser genial em quatro idomas: alemão, francês, inglês e italiano. Seu personagem é um dos melhores já construídos na fábrica Tarantino. Inteligente, charmoso, sarcástico, maquiavélico, implacável. É um vilão, dos bons, mas é impossível ter raiva dele. É o tipo de cara que você não teria como amigo, muito menos quer como inimigo, mas o poria tranquilamente na folha de pagamento. A francesa Mélanie Laurent, gatíssima, tambem manda muito com sua Shosanna Dreyfus, judia refugiada que tem sua família assassinada na primeira (e sensacional) cena do filme.
Bem, depois deste longo post onde escrevi o nome de Tarantino nove vezes (dez com essa, possivelmente um recorde, talvez nem a mãe nem o empresário dele tenham realizado tamanha babação de ovo), vou me despedindo, para alívio dos poucos que me acompanharam até aqui. Nos vemos na próxima.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Erro crasso
Cometi um erro infantil esta noite. Ele certamente me causará uma bela insônia. Até coisa pior: provavelmente sofrerei uma temporária incapacidade de me relacionar com o sexo oposto, ou pelo menos com o tipo de sexo oposto que eu costumo me relacionar. Caí na besteira de, num espaço de tempo de menos de quatro horas, assistir a um filme com a Megan Fox, e um outro com a Luana Piovani. Nenhum cara dito normal é capaz de suportar sem sequelas a tamanha exposição à perfeição feminina. Durante as duas sessões, senti falta de ar, taquicardia, ataques de ansiedade, sudorese e boca seca. Os filmes foram "Transformers - A Vingança dos Derrotados" e "A Mulher Invisível". Acho que gostei dos dois, mas tudo ainda está muito confuso. Só saberei se minha vida ainda faz algum sentido dentro de, sei lá, um ou dois dias. Mas ainda há pouco obtive um bom sinal de que minha recuperação poderá ser rápida. Durante breves segundos consegui enfim tirar da minha cabeça a gloriosa imagem da Luana passeando pra lá e pra cá só de calcinha e sutiã. É que o Santo André havia acabado de marcar seu segundo gol em cima do Palmeiras, e isso me proporcionou um breve e feliz reencontro com a realidade. Enquanto há vida, há esperança.
domingo, 18 de outubro de 2009
24 hour party people
Há umas três semanas recebi um e-mail marketing da Livraria Cultura de São Paulo me oferecendo o DVD "A festa nunca termina". Impressionante como esses caras sabem do que a gente gosta. Talvez o fato de ter comprado com eles um ou dois livros mais revoltados e alguns DVDs de rock tenham dado esta dica a eles. Mas, enfim, funcionou, e eu disparei meu cartão de crédito para adquirir esta pérola. Já tinha ouvido falar muito deste filme. Já tinha até visto um pedaço numa destas tevês a cabo da vida. Não me lembro de ter entrado em cartaz no Brasil, mas com certeza participou do Festival do Rio, lá por 2001, 2002. É sobre rock'n'roll. É sobre punk music. E se passa no final dos 70 início dos 80. E a história é real. Mais atraente para mim, só se fôsse pornô. Melhor dizendo, sendo tudo isso, e também pornô. Ah, e tem mais. É do Michael Winterbotton, diretor taradinho-roqueiro de "9 Songs". Garantia certa de boa música e meninas peladinhas.Devido a minha atribulada vida de varejista e blogueiro, só consegui assisti-lo hoje. Puta filme. Conta a história dos primórdios do punk, pela ótica de um de seus maiores patrocinadores, o jornalista Tony Wilson, que foi dono da histórica gravadora Factory e do night club Hacienda, grande precursor da cultura rave. O homem foi um visionário. Descobriu o Joy Division e o Happy Mondays. O filme começa no lendário show do Sex Pistols em Manchester, onde compareceram 43 pessoas, metade delas futuras mega-estrelas do rock. Filmado em estilo mezzo documentário mezzo interpretação, os 116' se desenvolvem deliciosamente, relatando passagens que entraram para a história da música. Outro charme da fita são os cameos de famosos da época, tipo o próprio Tony Wilson, Howard Devoto dos Buzzcocks, e vários outros.
Para os fãs do gênero, imperdível. Quem não gosta de rock, e muito menos de punk rock, fodam-se. Vão ver "2 Filhos de Francisco" e não me encham o saco.
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